Vereadores de Valinhos caem numa “fake news”

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Cedoc/RAC / Boato sobre prisão de artista se transforma em moção de apoio

Moção seria de apoio ao deputado Marco Feliciano pelo pedido de prisão do ator Wagner Schwartz

Os vereadores de Valinhos acreditaram no boato espalhado nas redes sociais pelo compartilhamento da notícia criada pelo site GshowPlay e protagonizaram, na terça-feira, uma demonstração de falta de informação e de compromisso com a verdade. Ou seja, caíram na famosa fake news. Oito dos 17 parlamentares da Casa, incluindo o presidente Israel Scupenaro (PMDB), assinaram moção de apoio ao deputado federal Marco Feliciano (PSC) pelo pedido de prisão que ester teria feito contra o ator Wagner Schwartz. O ator, no último dia 26, realizou a perfomance “La Bête”, no Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo. Nela houve a interação entre uma criança e um artista que estava nu. Ocorre que o deputado não pediu a prisão do artista e nem sequer a Justiça expediu qualquer ordem de prisão.
A moção foi lida na sessão e só não foi votada na terça-feira, por falta de tempo, ficando a análise da matéria para a próxima sessão. Na manhã de ontem, o vereador Rodrigo Toloi (DEM), autor inicial da moção, apresentou ofício pedindo a retirada da proposta. Além de Toloi, a moção estava assinada pelos vereadores Dalva Berto (PMDB), André Amaral (PSDB), Luiz Mayr Neto (PV), Kiko Beloni (PSB), Mauro Penido (PPS), Gilberto Borges (PMDB) e pelo presidente da Câmara, Israel Scupenaro (PMDB).
Toloi disse que apresentou a moção porque muitas pessoas pediram a ele uma manifestação sobre a performance no MAM. “Vi uma notícia do pedido de prisão do artista e fiz a moção, coletei assinaturas, protocolei e pedi à minha assessoria que verificasse a veracidade da informação. Foi tudo muito corrido na terça-feira. A moção já tinha sido lida na sessão, quando a informação de que a notícia era falsa chegou”, afirmou.
Sem problema
O vereador disse que não vê problemas no ocorrido, porque a proposta não foi discutida e nem votada. “Estou tranquilo em relação a isso. Se tivesse sido votada seria um problema. Mas se o deputado vier a pedir a prisão e a Justiça acatar, eu farei outra moção de apoio”, afirmou.
A proposta lida na sessão, informa que o pedido de Feliciano foi aceito e expedido pelo juiz da 5ª Vara da Infância e Juventude, que decretou a prisão do ator. No texto, o parlamentar informa que “o ator foi acusado de ter cometido abuso sexual (estupro de vulnerável – art.217-A) dentro do MAM, em São Paulo. Em audiência de custódia, o juiz Edgard Marzola Colombini entendeu que houve estupro na ação do acusado ao incentivar que crianças lhe tocassem pelado”.
Na edição de ontem, o Correio Popular, na área dedicada a esclarecer verdades e mentiras das informações que circulam nas redes sociais, alertou para o fato de que a informação do pedido de prisão e expedição da ordem pela Justiça, era um simples boato, ou seja, mais uma fake news.
Fonte:  Maria Teresa Costa/ AAN / Correio Popular / RAC




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