A reação das ruas

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A história guarda exemplos de que, às vezes, o povo brasileiro surpreende.

Quando parece que estamos sucumbidos e entregues à manipulação do sistema dominante, vem o levante da consciência, da comunhão de ideais de liberdade e da solidariedade na luta em defesa dos interesses nacionais.

Nos últimos dias tivemos a demonstração de que a sociedade brasileira começa a reagir à trama do golpe contra a conquista dos direitos sociais, basta ver o fiasco das manifestações convocadas pelos movimentos defensores das medidas antipopulares impostas pelo (des)governo ilegítimo.

No último dia 26 de março, mesmo com o apoio da grande mídia, MBL, Vem Pra Rua e partidos de direita não conseguiram convencer quase ninguém de que o fim da aposentadoria e a precarização do trabalho através da terceirização são medidas positivas.

Enquanto isso, no dia 31, centrais sindicais, movimentos populares, estudantes e artistas reuniram multidões nas ruas para denunciar o golpe e fazer um esquenta para a Greve Geral marcada para 28 de abril.

E nas entranhas da política, o universo conspira pela verdade e três dos principais protagonistas do golpe contra a democracia não vivem os seus melhores dias: Eduardo Cunha é condenado a 15 anos de prisão; Aécio Neves  estampado até mesmo na capa de revistas como o campeão de delações de corrupção e Michel Temer é tratado pelo povo como um usurpador que chegou à presidência sem ter mandato para isso.

Heriberto Pozzuto é fundador do Pé de Figo.

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