Cemitério e comissionados: nada mudou, apenas a opinião do Prefeito.

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Há aproximadamente um mês, o debate que tem se intensificado em torno da administração do atual prefeito Orestes Previtale (PMDB) é a respeito do projeto de concessão da exploração do Cemitério São João Batista à iniciativa privada.

Encaminhado no dia 06 de junho à Câmara Municipal com pedido de urgência, e apresentado na sessão do próprio dia 06, o projeto ainda não foi aprovado definitivamente por ter recebido uma série de emendas por parte dos legisladores municipais.

Enquanto a população debate os prós e contras do projeto nas redes sociais, e até alguns vereadores se arriscam a consultar seus seguidores para clarear suas opiniões, a postura de Orestes e seus companheiros de gestão continua a mesma já tomada em outras ocasiões: nada de explicação, nada de debate, nada de ouvir seus eleitores.

A população de Valinhos tem informação suficiente para compreender a situação à beira do abismo com que o prefeito herdou a prefeitura, então, por que não aproveitar este momento para promover um envolvimento dos cidadãos nos destinos de sua cidade?

Não é de hoje que se reclama das péssimas condições em que o cemitério municipal se encontra, e a aproximação do limite de sua capacidade, bem como a contaminação do solo pelo necro chorume exigem um olhar mais incisivo da administração pública para o local. Orestes apresenta, porém, como única possibilidade de solução um projeto de “privatização” que não deixa claro quais as obrigações da concessionária para com estes problemas latentes, nem sequer sobre a cobrança das taxas e exploração de serviços correlatos.

Mas se a “privatização” é a última saída, por que Orestes votou contra um projeto semelhante em 2015, quando era vereador?

A postura da prefeitura neste e em outros projetos polêmicos já apresentados pela administração neste ano suscitam duas grandes questões:

1) Dentre os inúmeros comissionados contratados pela atual administração, será que nenhum tem a competência necessária para administrar o cemitério de forma eficiente e que pense soluções para a os impasses sem que se reverta em mais taxas para a população?

2) O afastamento do governo em relação à sociedade civil desde o início da gestão, sem realização de debates, e com urgência nos projetos, é reflexo do despreparo e descaso com a coisa pública?




2 Comentários

  1. Saiu um governo formado por partidos como PSDB, PTB, PSD, Rede, PSB, PROS etc.
    Entrou outro governo formado por PMDB, DEM, PDT , PT entre outros
    Agora questiono:
    O Pé de figo, como é sabido, tem entre seus principais articuladores e fundadores membros do PDT e PT. Parece -me que o editorial está incoerente com o apoio dado a atual gestão. Está tudo muito confuso.
    Eu crítico mas apoio?????? Seria…..
    Mais do mesmo, crise fisiológica ou esqueceram de mim?????

    • Boa tarde, Sr. Danilo
      O Pé de Figo é uma empresa de comunicação que preza pela sua responsabilidade de informar e formar opiniões. Apesar de ter sido fundado por pessoas filiadas a partidos políticos, o Pé de Figo não é uma ferramente partidária, e mantém sua independência opinativa, dentro de sua linha editorial progressista. Desta forma, o Pé de Figo nunca declarou e jamais declarará apoio a qualquer gestão, mantendo assim sua neutralidade e autonomia para provocar no cidadão a emancipação de suas opiniões.
      Fabio Cerqueira
      Diretor
      Pé de Figo

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