Dívida da Prefeitura de Valinhos é de R$ 445 milhões no segundo bimestre

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Se comparada com dezembro de 2016 a dívida teve um crescimento de quase R$ 7 milhões

O Boletim Municipal publicou nesta 6a feira (26) o relatório da Lei de Responsabilidade Fiscal, referente ao segundo bimestre de 2017, em que aponta o total da Dívida Consolidada num valor de R$ 445.208.961,73.

Com  relação ao mês de dezembro de 2016, a dívida teve um acréscimo de R$ 6.794.434,28 nos primeiros quatro meses deste ano.

Foi verificada, no entanto, uma desaceleração se comparados os valores do primeiro bimestre, cujo montante da dívida era de R$ 445.584.097,27, uma redução de R$ 375.135,54.

Heranças deixadas pelos prefeitos

Nas últimas décadas ocorreu com frequência a herança deixada pelos ex-prefeitos aos seus sucessores quando se trata das contas não pagas e do aumento do montante da dívida.

No início da atual gestão, a Prefeitura divulgou um relatório em que apontava que a herança deixada pelo ex-prefeito Clayton Machado (PSDB) seria de R$ 179 milhões, o correspondente à quase metade do orçamento municipal.

Clayton, por sua vez, recebera do ex-prefeito Marcos José da Silva (PMDB) uma herança de R$ 24,6 milhões.

Aliados do ex-prefeito tucano questionam a informação de que as contas não pagas por Clayton totalizariam R$ 179 milhões e apresentam a resposta do executivo a um requerimento da vereadora Dalva Berto (PMDB) que aponta a dívida deixada pela gestão anterior de “apenas”, segundo eles, R$ 89,9 milhões.

Veja a cópia da resposta ao requerimento:

Secretária da Fazenda vai à Câmara de Vereadores e “explica” a dívida

Na semana passada, a Secretária da Fazenda, Maria Luisa Denadai, compareceu à sessão da Câmara de Vereadores para “explicar” a dívida municipal e esclarecer o questionamento feito pelos correligionários do ex-prefeito Clayton Machado.

Segundo a Secretária, as dívidas analisadas pelo Tribunal de Contas, somadas às de curto prazo, de fato atingem o montante de R$ 89 milhões, entretanto, o rombo real seria próximo aos R$ 179 milhões se forem considerados os R$ 74 milhões de despesas correntes, sem dotação orçamentária e mais outros R$ 20 milhões correspondentes a depósito judiciais que aguardam decisão na esfera da Justiça.

O Pé de Figo divulga a cada bimestre o montante da Dívida Consolidada com base nos relatórios oficiais da Prefeitura Municipal.

 

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