Em tempos de retrocessos, Dia do Professor passou quase despercebido

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Foto: Diogo Moreira/A2img

Vereadores fizeram homenagem, e bem que podiam enviar Moção de Repúdio ao governador pelo descalabro do ensino público paulista.

Poucas vezes na história brasileira, vivemos o dia dedicado aos professores com tamanhas tristeza e melancolia. E quem dera fosse apenas pelo motivo de a data cair no domingo de um feriado prolongado.

É inevitável apontar as situações de desrespeito, pressão e perseguição a que são submetidos os professores no Brasil de hoje, que caminha a passos largos para o retrocesso. Segundo a Apeosp, os profissionais do Magistério estão há mais de três anos sem reajuste salarial, com sobrecarga de trabalho e ambientes escolares abandonados pela administração pública.

O governo ilegítimo do presidente Temer (PMDB), além de congelar os investimentos em saúde e educação por vinte anos, tem exigido dos Estados que sigam o mesmo caminho como condição para renegociar suas dívidas, e o resultado é mais cortes nas verbas dos serviços prestados à população.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), acaba de enviar à Assembleia Legislativa, em regime de urgência, um projeto de lei que visa a renegociação da dívida do Estado com a União, propondo o congelamento das despesas primárias pelo período de dois anos. Na prática, significa que serão congelados os gasto com os serviços públicos essenciais, como saúde e educação, pelos próximos vinte e quatro meses.

A nível municipal, a Câmara de Valinhos até fez uma bela homenagem a dez profissionais da educação do município para comemorar o 15 de Outubro. Numa casa legislativa especializada em produzir homenagens e moções, será que os vereadores irão usar toda a sua volúpia em produzir documentos de repúdio e enviar um ao governador paulista contra o descalabro em que se encontra o ensino público no Estado?

Terão os senhores políticos a coragem de, nas próximas eleições, aparecerem sorridentes nas campanhas eleitorais prometendo a saúde e educação que estão tirando do povo agora?




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