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Diversas categorias trabalhistas da região protestam contra as reformas propostas por Michel Temer

A Greve Geral, marcada para acontecer nesta sexta-feira (28), promete mobilizar e paralisar diversos setores trabalhistas por todo o Brasil. Por meio dos respectivos sindicatos, categorias do transporte, da educação, além de bancários, já anunciaram que irão paralisar as atividades por toda a sexta.

O movimento, organizado pelos grupos Povo Sem Medo, Frente Brasil Popular e pelas centrais sindicais, é um protesto contra as reformas e leis que estão sendo propostas por Michel Temer (PMDB) e pela cúpula do seu governo e aliados. As principais razões da greve geral são as reformas Trabalhista, aprovada ontem (26); da Previdência; e, também, contra a Lei da Terceirização, já sancionada pelo Presidente.

Ao longo da semana, assembleias foram feitas em sindicatos por todo o país para deliberar – decidir – se as respectivas categorias irão aderir ou não à greve.

No estado de São Paulo, os grupos que irão paralisar as atividades na sexta-feira são: motoristas e cobradores de ônibus da capital, bancários (decidiram entrar com uma aprovação de 80% em votação), ferroviários da CPTM, servidores da saúde, além de escolas do setor estadual, municipal e, inclusive, do setor privado.

Outra categoria que também irá aderir ao movimento é a dos aeroviários. Na tarde de quarta-feira (26), os profissionais do Sindicato Nacional dos Aeroviários decidiram aderir à greve geral, em uma decisão que paralisará os principais aeroportos do país, incluindo o Aeroporto de Guarulhos.

Valinhos terá ato público em frente à Prefeitura às 18hs

Diversos grupos e entidades, dentre as quais a Associação dos Aposentados de Valinhos, convocam para um ato público marcado para as 18 horas, desta 6ª feira, em frente à Prefeitura.

Durante a semana panfletagens mobilizaram as pessoas nas portas de fábricas, escolas e no centro da cidade.

Região de Campinas

Em Campinas, os professores da Unicamp também entrarão em greve na próxima sexta, assim como parte dos professores da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Campinas). Escolas particulares da região também já decidiram pela paralisação das atividades.

Ainda pela região de Campinas, os trabalhadores que fazem parte do Sindicato dos Rodoviários de Campinas e Região, incluindo Valinhos, também não vão realizar as atividades amanhã. A Associação dos Professores do Estado de São Paulo (APEOESP), no qual professores de Valinhos são pertencentes, também aderiu ao movimento.

Os trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Campinas e Região (com sede em Valinhos) começarão a se concentrar, em Campinas, já a partir da meia-noite de amanhã. O Presidente do sindicato, Júnior, no então, preferiu não revelar como serão realizadas as manifestações ao longo de sexta.

Assim como o Sindicato dos Abrasivos e Químicos de Vinhedo, que por meio de sua assessoria, revelou apenas que irá se concentrar às 9h da manhã na praça do centro de Vinhedo para realizar manifestações e preferiu não dar mais detalhes.

Locais de manifestação

Além da praça no centro de Vinhedo, outro ponto marcado na região para acontecer o ato de protesto contra o governo de Michel Temer e suas propostas é no Largo do Rosário, em Campinas (Av. Campos Sales). Em São Paulo, os grupos Frente Brasil Popular e Povo sem Medo convocam as pessoas para o encontro no Largo da Batata, às 17h, e prometem sair em passeata até a casa de Michel Temer.

Nível de rejeição a Michel Temer aumenta

De acordo com a pesquisa Barômetro Político, divulgada nesta quarta-feira (26), o nível de aprovação em relação ao governo de Michel Temer caiu para 4% (o menor desde que assumiu a presidência), enquanto que 87% desaprovam o governo do peemedebista; 92% acreditam que Brasil está no caminho errado.

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