Não foi para ter leis injustas e juízes ditadores que lutamos por democracia

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Até o momento em que escrevo esta coluna de opinião dominical, 27.138 pessoas visualizaram no facebook e 8.015 leram no portal pedefigo.com a notícia sobre a apreensão de mercadorias de ambulantes realizada em Valinhos na última semana.

Uma foto para ilustrar a ação foi divulgada pela assessoria de imprensa da prefeitura e registra a doação a uma entidade beneficente de alguns quilos de mandioca e espigas de milho e, talvez, duas ou três dúzias de laranjas, como resultado da ação da fiscalização contra os ambulantes irregulares e não inscritos no cadastro de contribuintes.

É verdade que os órgãos da administração pública são obrigados a cumprir a legislação, no entanto, a lei, para ser justa, deveria antes prever o encaminhamento e orientação aos que apenas buscavam o seu humilde ganha pão.

Ao invés de parceira dos cidadãos a prefeitura vira polícia.

Moro, o que é isso excelência?

Nos últimos dias uma onda de indignação também se espalhou pelo país quando o juiz Sérgio Moro mandou sequestrar o blogueiro Eduardo Guimarães que faz críticas aos procedimentos da chamada Operação Lava Jato.

Não havia nenhuma razão para a condução coercitiva uma vez que o blogueiro não recebera nenhuma intimação e, tampouco, se recusara a prestar depoimento.

Por isso, na opinião generalizada de juristas e jornalistas, o que, ocorreu, na verdade,  foi um sequestro, portanto um crime.

Embora não seja adepto da busca de heróis, adoraria venerar o juiz curitibano como um magistrado respeitador da constituição e, de fato, um lutador contra a corrupção e não um produto da manipulação midiática com medidas cada vez mais partidarizadas e abusivas.

Vivemos um momento grave de retrocessos políticos, sociais e econômicos para o qual o melhor remédio é povo na rua e democracia.

 

 

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