Nova técnica de redução do estômago por endoscopia chega à região de Campinas

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No interior do Estado de São Paulo, a cirurgia deve ocorrer no próximo dia 4 de agosto, em Valinhos.

A nova técnica de redução do estômago por endoscopia, a Gastroplastia Endoscópica, começa a chegar em hospitais de várias regiões do País. Após a etapa inicial, realizada pela Faculdade de Medicina do ABC, e a importação dos equipamentos, o procedimento chega ao Brasil como nova opção de tratamento para a obesidade. No interior do Estado de São Paulo, a cirurgia deve ocorrer no próximo dia 4 de agosto, em Valinhos.

 Indicada para pacientes com IMC (Índice de Massa Corporal) entre 30 e 34,9, esta técnica não é cirúrgica. “O procedimento é todo através de endoscopia. É acoplado um equipamento na ponta do aparelho endoscópico, com o qual é costurada uma parte do estômago, que é reduzido, em média, em 50%”, explica o cirurgião bariátrico Admar Concon Filho, que participou de um treinamento na Florida International University, nos Estados Unidos, em setembro de 2016, para poder aplicar a técnica no Brasil.

“O procedimento é todo através de endoscopia. É acoplado um equipamento na ponta do aparelho endoscópico, com o qual é costurada uma parte do estômago, que é reduzido, em média, em 50%”, explica o cirurgião bariátrico Admar Concon Filho

 Como a redução do estômago é menor do que em uma cirurgia bariátrica convencional, o paciente perde cerca de 20% do seu peso inicial. “Por isso, ela é  indicada para pacientes com o que chamamos de obesidade Grau I. São aqueles pacientes que estão acima do peso, mas não têm indicação para fazer a cirurgia bariátrica”, esclarece o cirurgião. “Com o estômago menor, a saciedade é maior, então, o paciente tende a comer menos”, diz Concon.

Procedimento só havia sido feito no País através de protocolo de pesquisa

 A Gastroplastia Endoscópica foi aprovada pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) em novembro do ano passado. Desenvolvida e aperfeiçoada pelo médico brasileiro Manoel Galvão Neto, a técnica já é utilizada há quatro anos na Europa e nos Estados Unidos. Mais de três mil pacientes já foram submetidos ao procedimento.

No Brasil, a técnica só havia sido feita em caráter de pesquisa pela Faculdade de Medicina do ABC, através de um protocolo de pesquisa aprovado pela Conep (Comissão Nacional de Ética em Pesquisa), vinculada ao Ministério da Saúde.

 

Informações à imprensa:

Capovilla Comunicação




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