Orestes diz que mão de ferro equilibra as contas da prefeitura, mas não gera simpatia

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Na festa dos 50 Anos da Praça Washington Luiz, prefeito faz balanço do primeiro ano de governo e diz que austeridade garante o pagamento do 13º salário aos funcionários

A festa de comemoração do cinquentenário da Praça Washington Luiz, uma atividade idealizada pelo Pé de Figo e organizada pela Secretaria de Cultura e Turismo, teve na manhã do sábado (25) o momento solene com a participação das autoridades, descerramento de placa comemorativa e plantio de árvores.

O prefeito Orestes Previtale Júnior (PMDB) aproveitou a ocasião para, em seu discurso, fazer um breve balanço do seu primeiro ano de mandato. Segundo Orestes, as dificuldades da situação da prefeitura exigiram austeridade e mão de ferro e graças a isso é que será possível efetuar o pagamento do 13º salário aos servidores municipais, coisa que parecia ameaçada.

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“Graças à mão de ferro as dívidas da prefeitura estão sendo pagas. Só que mão de ferro e simpatia não combinam muito, a gente não consegue ser simpático”, afirma o prefeito ao considerar que a situação de austeridade vai continuar até que as coisas melhorem.

Abaixo alguns trechos do discurso do prefeito e o vídeo na íntegra:

Dificuldades na saúde

Ao abordar uma das principais reclamações da população, que são as dificuldades na área da saúde, Orestes lembrou que há um ano, em outubro de 2016, a Santa Casa estava para fechar as portas e não fechou e, segundo a sua avaliação, graças à política de mão de ferro.

Limpeza pública

O prefeito disse ainda que ao assumir o comando da cidade teve que cortar pela metade o contrato da limpeza pública e, apesar das críticas e reclamações, foi possível efetuar o pagamento  deste serviço referente ao ano de 2016 e as contas de 2017 estão em dia.

Obras

Para o prefeito, as diversas e pequenas obras pela cidade estão sendo realizadas com recursos próprios e citou o exemplo da ponte da Capuava que caiu há 14 anos e agora vai ser entregue em breve.

Imóveis locados

Orestes salientou ainda que a devolução de imóveis locados e a busca de novas instalações para a alocação do pessoal e dos serviços gera críticas, mas que a logística é planejada para gerar economia.

Educação

“Na educação por exemplo, a opção era ou dá o uniforme ou dá a merenda, não tinha como dar os dois e a opção foi a merenda e o uniforme fica para depois,  a hora que der compra e se não der não compra, vamos em frente”, afirmou o prefeito.

Creches

“Recebemos críticas e mais críticas, mas são problemas de ordem técnica, de ordem licitatória. Se o indivíduo participa de uma licitação e ela é impugnada não há como contornar o problema da licitação, mas o atendimento foi contornado”.

Redes Sociais 

“Há indivíduos que utilizam as redes sociais como agressão e depositam ali todas as suas frustrações. Quer criticar ? Sabe mais do que quem está administrando? É muito simples: arruma um partido, sai candidato, ganha a eleição e vai fazer”, desabafou.

Ambulantes

“De forma regrada, ordenada e sem bagunça. Essa história dos ambulantes foi enfiada debaixo do  tapete desde 2005 e deixaram esta bagunça proliferar pela cidade e chegou o momento do conflito entre os formais que geram empregos, que pagam aluguel, pagam IPTU, pagam imposto e de outro lado os informais, chamados de ambulantes, alguns até parcialmente formalizados. E é a obrigação da administração organizar. O prefeito que acabou com a festa da melancia. Acabei sim. E será estabelecido uma regra de transição para aquele que está no seu ponto apresente a documentação exigida e pague o tributo necessário para a ocupação do solo.”

Na solenidade participaram,  ainda, a vice-prefeita Lais Helena, os vereadores Mayr e Giba, diversos secretários da municipalidade e o diretor do Pé de Figo, Heriberto Pozzuto.

Confira a íntegra do discurso do prefeito, num trabalho de Everton Monteiro especial para a TV Pé de Figo:

 




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