Orquestra Filarmônica e Orquestra de Violas emocionam o público com nostalgia, improviso e interação.

O encerramento do evento em comemoração aos 50 anos da Praça Washington Luiz, em Valinhos, que aconteceu no último domingo (26) na própria praça, ficou por conta de dois importantes corpos musicais da cidade: a Orquestra Filarmônica de Valinhos e a Orquestra de Violas de Valinhos.

Apesar da forte chuva que aconteceu na cidade na madrugada do mesmo dia, e do tempo instável que variava entre rápidos chuvisqueiros e um forte sol durante toda a manhã, as apresentações, previstas para acontecer no pergolado da praça, um espaço completamente aberto, foram mantidas, e conseguiram deslocar um grande público para acompanhar as duas principais atrações da festa.

Poucos minutos antes das 11h, horário previsto para o início da apresentação da Filarmônica, a equipe da produção do evento ainda corria para improvisar uma cobertura para o pergolado para garantir a proteção dos músicos em caso de mudança no clima, mas o tempo deu uma trégua, e as nuvens garantiram um clima ameno e seco para que as apresentações pudessem acontecer.

 

Filarmônica de Valinhos emociona com clima nostálgico e improviso

Com um repertório de músicas brasileiras que deram um clima de nostalgia que dialogava com o evento, a Orquestra Filarmônica fez um concerto alegre e emocionante, com destaque para a interatividade demonstrada pelo maestro Rodrigo Leitte. Rodrigo não só regeu a orquestra, como solou duas das peças do repertório, demonstrando virtuosismo e técnica apurada. Em momentos de mais descontração, convidou também o público presente a cantar alguns dos sucessos apresentados.

Em um dos momentos mais marcantes da apresentação, Rodrigo demonstrou também confiança nos músicos e desenvoltura para o improviso. Interrompido por um garoto que estava na plateia durante a execução de uma das músicas, pediu para que este ficasse em seu lugar no comando da batuta. O garoto, entusiasmado, regeu a orquestra até o final daquela peça, sendo muito aplaudido por todos.

Homenageando a cidade, a OFV encerrou o concerto com o ‘Trem das Onze’, do valinhense Adoniran Barbosa, ao qual o público cantou em coro, e, ao fim, aplaudiu de pé a performance da orquestra, que ainda teve que tocar um bis por insistência da empolgada plateia.

Orquestra de Violas de Valinhos

Orquestra de Violas garante a interação com o público

Logo após o concerto da OFV, foi a vez da Orquestra de Violas de Valinhos protagonizar a última apresentação da festa. Sob o comando do violeiro Robson Furiozo, a Orquestra tocou clássicos do cancioneiro sertanejo que embalaram o público presente.

Também desenvolto e descontraído, Furiozo interagiu com o público, fez homenagens, e prometeu uma parceria com o violinista Jerci Maccari, presidente da OFV, para uma próxima apresentação.

Infelizmente, quando a apresentação já se encaminhava para o fim, um forte chuvisqueiro obrigou a Orquestra a interromper precocemente seu repertório, mas não impediu a satisfação do público, que com certeza saiu da praça de coração acalentado.

Fotos: Everton Monteiro




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