Para Tonetti, fechamento da Rigesa é tragédia anunciada

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Tonetti publicou uma nota nas redes sociais em que afirma que se trata de uma “tragédia anunciada”.

O anúncio de que a WestRock, antiga Rigesa, encerrará as suas atividades em Valinhos causou grande repercussão entre os valinhenses. A unidade será substituída por fábrica em Porto Feliz (SP) a partir do ano de 2019.

Para o arquiteto e urbanista, Alexandre Tonetti, a situação revela um descaso e falta de planejamento  dos gestores que se sucederam na administração pública na cidade.

Tonetti publicou uma nota nas redes sociais em que afirma que se trata de uma “tragédia anunciada”.

Veja a nota na íntegra:

Desde muito tempo ouço os boatos do fim das atividades produtivas da “Rigesa” em nosso município.

Todos, dos mais leigos aos especialistas, sabiam que a cidade cresceu em torno da “Rigesa”, e não só dela, mas também da “Gessy”, hoje Unilever e do Cartonifício.

Em sua nota, a empresa aponta três fatores que a levaram a encerrar suas atividades em Valinhos. Transcrevo.

“Contribuem para esta condição, a estrutura e layout antigos, além da localização: a unidade está inserida no centro da cidade”, informou a WestRock.

Para mim é claro que o fatídico fim poderia ter sido evitado pelo poder público valinhense treze anos atrás, na revisão do Plano Diretor II, reafirmando o perfil industrial de nosso município, propondo um novo setor industrial, desenvolvendo-o através de uma legislação arrojada e eficaz de incentivos e ações que imprimissem agilidade e transparência nas regras e relações entre o poder público e o setor produtivo.

Infelizmente muito pouco foi feito e o que era óbvio aconteceu.

A empresa buscou outro município que lhe proporcionou para expandir suas atividades o que Valinhos não foi capaz.

Não há município melhor que Valinhos no tocante a logística. Temos as três principais rodovias do Estado de São Paulo interligadas em nosso território, sem contar com a facilidade de acesso para o Aeroporto Internacional de Viracapos, o maior em capacidade de transporte de cargas, e mesmo assim, perdemos.

Perdemos empregos e arrecadação até que novas atividades, não necessariamente industriais, sejam desenvolvidas no espaço da Rigesa.

Os setores comercial e de serviços também sentirão os impactos, assim como o poder público nos próximos anos.

Tudo serve de lição.

Estamos três anos atrasados na revisão do Plano Diretor III e esse tema tem que ser amplamente debatido, com transparência e espírito público, afinal de contas, a Unilever encontra-se nas mesmas condições da Rigesa.

Repetiremos o passado ou reescreveremos o presente para um novo futuro?




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