Prefeitura faz coleta de sangue em cães nos bairros com confirmação de Leishmaniose

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 Primeiro caso foi registrado no Jardim Paraná

          A Prefeitura, por meio da Secretaria da Saúde, iniciou trabalho de coleta de sangue em cães nos bairros onde houve confirmação de casos da doença Leishmaniose Visceral Canina. Além da coleta para análise realizada pelo Instituto Adolfo Lutz, as quatro equipes também farão orientação junto ao proprietário dos cachorros, com entrega de folhetos e análise do imóvel. Até esta quarta-feira (28), foram feitas 79 coletas, com previsão de término do trabalho em até sete dias.

         Conforme a atualização da situação da cidade feita pela Secretaria de Saúde nesta quarta-feira (28) foram feitas 272 coletas de sangue em cães – incluindo a coleta iniciada nos bairros -, 100 aguardam resultados, 128 foram negativados e 44 são exames positivos para a doença. Ao todo, foram confirmadas seis mortes de cachorros.

           “A partir de um caso positivo buscamos outros novos”, explicou a médica veterinária da Secretaria da Saúde, Silvia Santaella, sobre a escolha dos locais para o trabalho de busca ativa iniciado nesta terça-feira (27). Segundo ela, a possibilidade de novos casos surge próximo aos atuais, já que o mosquito transmissor da doença tem um voo estimado em 250 metros.

A dificuldade desta fase é encontrar o morador para ter acesso aos animais, apesar da grande divulgação da situação de Valinhos. Durante o atendimento, é feito um levantamento histórico do cachorro (idade, raça, quanto tempo está na casa e outros) e repassado ao proprietário algumas instruções sobre a doença, conservação do imóvel e outros cuidados. Além de estimular a colocação de coleira repelente para mosquito flebótomo.

De uma amostra coletada serão feitas duas análises do sangue pelo Instituto Adolfo Lutz. O resultado dos exames é previsto para até 30 dias. “Se houver novos casos, voltaremos para mais um visita, para orientar, falar dos perigos ao morador”, enumera. Cada equipe é composta por um veterinário, um técnico e um anotador, além do motorista.

            O morador do Jardim Paraná, Márcio Roberto Busaneli, 43 anos, aprovou o trabalho realizado pelas equipes. “É bom porque não temos como fazer o controle”, afirmou. Somente em sua residência, onde moram oito pessoas, há seis cachorros de variados portes – de Rottweilers a Beagles.

            Histórico – A doença, causada pelo protozoárioLeishmania (I.) chagasi, é transmitida pela picada do mosquito flebótomo, Lutzomyia longipalpis, também conhecido como palha ou asa dura, ataca o ser humano e cães e não tem cura completa. Quando não é tratada, pode levar à morte em mais de 90% dos casos.

O primeiro caso de Leishmaniose Visceral canina foi registrado em maio, no Jardim Paraná, a partir de notificação de uma clínica veterinária particular. Logo após, outros casos foram confirmados nos bairros Parque Suíça e Clube de Campo do Bairro São Bento.

Pelo protocolo de controle da doença, para cada caso positivo devem-se investigar outros 100 cães que vivem nas proximidades. Os interessados devem fazer o agendamento pelos telefones 3829-1252 ou 3829-2197. 

Para o controle da reprodução do vetor, a recomendação é para manter as áreas ao redor da casa e o pé das árvores limpos e com espaço para a passagem da luz do sol no solo. O mosquito se reproduz em matéria orgânica em decomposição, como montes de folhas, restos de grama e de poda de árvores deixados em lugares úmidos e sombreados.

A orientação também é para a colocação de telas nas portas e janelas e, se possível, no abrigo dos cães para impedir a entrada do mosquito, que tem hábito noturno. Também é recomendado o uso de repelentes, de camisa de manga comprida e calça nos trabalhos ao redor de casa e a colocação de coleira repelente contra o mosquito flebótomo nos cães.

Fonte: PMV

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