Presidente do DAEV defente humanização da distribuição de água em resposta a vereador

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Em fala na câmara, Pedro Medeiros ressalta que “a água não é um produto. Ela é um direito humano”

O presidente do Departamento de Água e Esgoto de Valinhos (DAEV), Pedro Inácio Medeiros, esteve na última terça-feira (17) na Câmara Municipal, a convite dos vereadores, para explanar sobre as atividades da autarquia municipal, e responder a perguntas dos legisladores.

Em seus quarenta minutos de fala iniciais, Pedro apresentou um panorama das atividades do DAEV, demonstrou os avanços alcançados nestes menos de um ano de gestão, e citou algumas das dificuldades encontradas para sanar problemas. Dentre as dificuldades citadas, Pedro revelou que o departamento trabalha agora em buscar uma solução legal para as ligações de mais de um hidrômetros num mesmo terreno, pedido que vem sendo frequente na cidade.

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Este trecho da explanação suscitou uma das perguntas feitas pelo vereador Fabrício Bizarri (PV), que questionou a ligação de novos hidrômetros em imóveis que ainda não possuem habite-se ou que sofreram “fatiamento”.

Em sua resposta, Pedro Medeiros revelou que os municípios costumam utilizar a água como estratégia para pressionar o cidadão a regularizar o imóvel perante o poder público, negando a ligação de hidrômetros até que a situação da moradia esteja regularmente estabelecida. Mas para ele, que é jurista de formação, restringir o acesso à água potável atenta contra os direitos humanos.

“as pessoas precisam de água tratada, e se alguém pedir para ligarmos uma água debaixo da ponte, eu penso que temos o dever de fornecer a água para esta pessoa”

Pedro ressaltou que defende o acesso universal à água por esta não se tratar de um mero produto. Para ele, o acesso à água potável “é um direito humano”. Desta forma, se a organização urbana não atende à demanda social, o DAEV não tem o direito de negar a ligação.

“A realidade da população atropela o poder público, e a gente tem que dar uma resposta. A resposta do DAEV é no sentido de fornecer água”, finalizou.

Leia abaixo a transcrição deste trecho da resposta de Pedro Medeiros na íntegra:

“A água não é um produto comercial. Ela é um direito humano.

A estratégia dos municípios para regularizar a ocupação do solo pressiona o cidadão a regularizar a moradia perante o poder público através de restrições para a ligação da água. Mas temos que olhar para a população de uma forma humanitária. As pessoas precisam de água tratada, e se alguém pedir para ligarmos uma água debaixo da ponte, eu penso que temos o dever de fornecer a água para esta pessoa.

Se a organização urbana não está adequada, penso que o DAE, dentro das questões dos direitos humanos, deve trabalhar para viabilizar que as pessoas tenham acesso à água tratada.

A realidade da população atropela o poder público, e a gente tem que dar uma resposta, e a resposta do DAEV é no sentido de fornecer água.”




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