Adoniran Barbosa, um dos mais importantes nomes do samba de São Paulo e do Brasil Imagem: Reprodução
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 As peças continuarão encaixotadas em uma sala na Galeria do Rock, em São Paulo.

O rico acervo de Adoniran Barbosa, pai do samba paulista, está sem destino. Roupas, óculos, chapéus, quadros e até a aliança feita com uma corda de cavaquinho para a segunda mulher do cantor, Matilde, estão encaixotados na Galeria do Rock, no centro de São Paulo.

Acervo de Adoniran Barbosa está encaixotado na Galeria do Rock, em São Paulo Imagem: Reprodução/TV Globo.

Entre as quase 1.000 peças deixadas pelo cantor para a filha única, Maria Helena, e mostradas no programa “Fantástico”, da Globo, também está um “trem das onze”, miniatura feita pelo próprio Adoniran, que se arriscava no artesanato. “Trem das Onze” é a música mais famosa do sambista, morto em 1982.

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“O entendimento dela foi justamente no sentido de que isso não pode ficar escondido. Eu não tenho esse direito de manter isso de forma privada”, afirmou a advogada dos herdeiros de Adoniran, Luciana Arruda, ao “Fantástico”.

A família procurou ajuda do poder público. Nos anos 2000, parte dos objetos foi exposta no cofre de um banco, também em um teatro e no MIS (Museu da Imagem e do Som), onde o acervo não ficou todo junto.Por causa disso, a filha temia perder peças importantes do acervo do pai.

“Ela disse: ‘Tenho medo de descobrir que muita coisa já foi dilapidada nesses caminhos que foi tomando'”, revelou a advogada.

 

“Trem das onze” construído por Adoniran Barbosa Imagem: Reprodução/TV Globo…

No período, o acervo foi levado para ser catalogado na USP (Universidade de São Paulo), foi transferido para um sítio e depois guardado um galpão, ambos no interior de São Paulo. Nesta semana, a administração da Galeria do Rock aceitou guardar as peças do sambista, que morava a poucos metros do prédio onde hoje ficam suas relíquias.

As peças continuarão encaixotadas em uma sala na Galeria do Rock, mas a advogada da filha de Adoniran lamenta que o acervo ainda não tenha um destino certo: “A gente vê com muita tristeza que isso não esteja acessível”.

Aliança feita por Adoniran para a segunda mulher, Matilde Imagem: Montagem/Reprodução/TV Globo.

Publicação original em Música UOL

Do UOL, em São Paulo 12/11/2017

 




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