Uma reportagem veiculada pela EPTV na última segunda-feira (31) destacou o drama de mães de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em Valinhos, que enfrentam grandes dificuldades devido à falta de professores auxiliares nas escolas.
Em resposta, a Secretaria de Educação da Prefeitura de Valinhos rebateu as denúncias, afirmando que foram oferecidas vagas em duas escolas próximas em um dos casos, mas a mãe não aceitou. De maneira geral, a pasta alegou que as crianças recebem atendimento de um profissional de apoio e acolhimento, com acompanhamento da equipe de gestão e do psicólogo da unidade escolar.
A Emissora Aponta Casos de Prejuízo à Educação
Segundo a emissora, em um dos casos, um adolescente precisou deixar a escola devido à ausência de um professor auxiliar. No estado de São Paulo, o acompanhamento especializado é um direito garantido por lei. Sem o apoio adequado, pais afirmam que o acesso de crianças e adolescentes à educação está sendo comprometido.
Histórias de Luta pela Inclusão
A manicure Juliana Mairink está enfrentando uma verdadeira batalha para garantir que seu filho, Davi, de 15 anos, tenha acesso a um direito básico: a educação. Diagnosticado com TEA e Transtorno Opostor Desafiador (TOD) desde a infância, Davi está fora da escola devido à falta de apoio especializado.
Jéssica Santos José, mãe de Igor, de 16 anos, enfrenta dificuldades semelhantes. Autista de nível 1, com deficiência intelectual e depressão grave, Igor está matriculado em uma escola da rede estadual, mas não recebe o apoio de um auxiliar. “Nas escolas municipais sempre teve auxiliar que ajudava ele”, conta Jéssica.
Já a mãe de Emanuele, de 8 anos, que está na terceira série de uma escola municipal, relata que a filha conta com o professor auxiliar apenas alguns dias da semana, o que é insuficiente para o aprendizado da criança, que é diagnosticada com TEA e TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade).
O Direito Garantido por Lei
No estado de São Paulo, as pessoas com TEA que frequentam turmas regulares de ensino têm direito a um acompanhante especializado. A Lei 17.798 garante que esse profissional tem a função de inserir o aluno no ambiente escolar, auxiliando nas interações sociais, no ensino geral e nas atividades didáticas.
“No Papel é Bonito, Mas na Prática Não Funciona”
Uma das mães de aluno afirma: “Eles falam muito sobre educação inclusiva, mas, para quem está vivendo isso, não é bem assim. Falta a verdadeira inclusão. No papel, tudo parece bonito, mas na prática não funciona”.



“Eles falam muito de educação inclusiva, mas para quem está na pele não é. A gente falta daquela inclusão mesmo. No papel é muito bonito, mas na prática não é”, diz uma das mães de aluno.
A EPTV procurou a Secretaria de Educação da Prefeitura de Valinhos, que contestou as denúncias. Em um dos casos, a secretaria afirmou que foram oferecidas vagas em duas escolas próximas, mas a mãe não aceitou a proposta. De maneira geral, o órgão municipal alegou que as crianças recebem o acompanhamento de um profissional de apoio e acolhimento, realizado pela equipe de gestão e pelo psicólogo da unidade escolar.
Confira aqui a íntegra da reportagem da EPTV: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2025/03/31/familias-de-alunos-autistas-denunciam-falta-de-professores-auxiliares-em-valinhos-entenda-quais-os-direitos.ghtml

