Buzinaços e manifestações de vereadores e secretário municipal em defesa da anistia aos golpistas mancham o nome da cidade e afrontam a democracia
A democracia brasileira não pode se curvar diante de quem tentou destruí-la. Não há que se falar em anistia à tentativa de golpe de Estado promovida pelo ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados. O que ocorreu foi um ataque direto à Constituição, à soberania nacional e à integridade da Pátria.

Os atos golpistas, hoje sob julgamento na Suprema Corte, configuram crimes lesa-Pátria. Não se limitaram a um ato de contestação interna: houve submissão explícita a interesses estrangeiros, evidenciada pelo uso da bandeira dos Estados Unidos como símbolo de ataque à democracia brasileira. Esse gesto envergonha o país e afronta sua independência.
Se há crime, se há um processo legal com fartas provas e se o direito de defesa está assegurado, não existe qualquer fundamento para que os responsáveis recebam tratamento diferente de qualquer outro cidadão. A impunidade para golpistas e traidores da Pátria seria um convite à reincidência e uma tragédia para o futuro democrático do Brasil.
O que choca é que essa narrativa encontra eco em Valinhos. Vereadores da extrema direita e o Secretário Municipal de Desenvolvimento Econômico e Inovação participaram de buzinaços e manifestações pedindo anistia aos golpistas, relativizando crimes contra o Brasil como se fossem simples divergências políticas. Essa postura mancha o nome da cidade e fortalece o discurso da impunidade.
A lei e a história ensinam: quem trai a Pátria deve responder por seus atos. A verdadeira pacificação virá pela justiça firme, e não pela indulgência com aqueles que tentaram vender a soberania nacional e atacar a democracia.


