Instituto Serra dos Cocais pede apuração sobre incêndios recorrentes na região
No último domingo (24/08), a Serra dos Cocais, patrimônio natural de Valinhos, voltou a ser devastada por incêndios florestais. Áreas que deveriam estar em recuperação após a tragédia de 2024 — quando a cidade foi tomada pela fumaça, gerando pânico na população — foram novamente consumidas pelas chamas.
O fogo se espalhou rapidamente, mobilizando o Clube de Campo Valinhos, fazendas vizinhas e a Defesa Civil, que trabalharam até a madrugada para conter o avanço. Apesar dos esforços, o estrago ambiental já estava consumado.
As queimadas tiveram início em propriedades privadas e apresentaram focos simultâneos, levantando a suspeita de uso deliberado de fogo para limpeza de vegetação. Imagens aéreas reforçam a hipótese de incêndio criminoso.


“Até quando propriedades dentro do monumento natural que é a nossa Serra, promotora de clima ameno, provedora de recursos hídricos e abrigo de uma biodiversidade única, continuarão sendo ameaçadas?”, questiona o Instituto Serra dos Cocais.
A entidade também chama atenção para o fato de que, mais uma vez, áreas da Serra associadas a projetos imobiliários figuram entre as atingidas. “É preciso mobilização popular para apoiar o poder público na contenção dos avanços sobre nosso patrimônio natural. Queremos garantir que o Sauá, primata símbolo da Serra, siga vivo e convivendo com toda a fauna e flora da nossa ‘Serrinha’”, completa a nota.
Segundo Fábio Motta, presidente do Instituto Serra dos Cocais, a entidade está solicitando ao Departamento de Proteção e Defesa Civil de Valinhos e à Secretaria do Verde e Agricultura uma apuração detalhada sobre as causas do incêndio. O objetivo é eliminar especulações, compreender por que as mesmas áreas queimam repetidamente e fortalecer as equipes de combate ao fogo.
“A partir de respostas concretas, queremos articular projetos estratégicos para que a vida natural da Serra seja prioridade máxima. Precisamos garantir que os incêndios cessem e que o futuro ambientalmente saudável que a população tanto almeja seja possível, com a Serra dos Cocais protegida”, afirmou.

