Campanha nacional explica riscos reais de posturas antivacina e informações falsas na saúde feminina.
A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) lança nesta semana uma ação nacional no Outubro Rosa para enfrentar a desinformação que vem afastando mulheres do diagnóstico precoce do câncer de mama. Apesar de iniciativas de prevenção aumentarem em cerca de 20% a realização de mamografias, a propagação de informações falsas nas redes sociais — como os mitos de que “a mamografia causa câncer” ou que “a biópsia alastra a doença” — tem reduzido a procura pelo exame e colocado em risco chances de cura superiores a 90% quando a detecção é precoce.
A iniciativa da SBM surge também num momento em que o Ministério da Saúde recomenda o início do rastreamento mamográfico no SUS a partir dos 40 anos, e visa levar à população orientações baseadas em evidências. “A desinformação, propagada principalmente em redes sociais, tem sido um grande entrave para que a conscientização e a prevenção do câncer de mama propostas pelo Outubro Rosa façam total sentido na vida das pessoas”, afirma Tufi Hassan, presidente da SBM.
Em vídeo divulgado nos canais oficiais da entidade, o mastologista Daniel Buttros explica, de forma didática, os prejuízos das fake news: “No que se refere ao câncer de mama, tenho certeza absoluta que o movimento nas redes sociais está na contramão da ciência e a favor de prejuízos”, diz. A SBM lembra dados preocupantes: entre 2013 e 2022, a média de exames em mulheres de 40 a 49 anos foi de apenas 22%, e 54% dos casos diagnosticados ocorreram em estádios avançados (III e IV). Para o triênio 2023–2025, o INCA projeta cerca de 74 mil novos casos no país.
A campanha da SBM vai difundir vídeos e conteúdos de checagem, orientando a população a procurar fontes idôneas — profissionais especializados, sociedades científicas e informações oficiais — antes de compartilhar conteúdos alarmistas. “Não dê ibope às fake news: verifique quem está falando e se há respaldo científico”, enfatiza Buttros. Para mais informações e acesso ao material educativo, consulte os canais oficiais da SBM.
Saiba mais aqui: Sociedade Brasileira de Mastologia

