Nova vacina e parceria entre indústria e comunidade veterinária buscam ampliar adesão à imunização e fortalecer a saúde populacional felina
A leucemia viral felina (FeLV) continua sendo uma das doenças infecciosas mais graves — e, ao mesmo tempo, menos debatidas — entre os gatos urbanos do país. Causada por um retrovírus que compromete o sistema imune e favorece infecções secundárias, anemia e linfossarcoma, a FeLV pode evoluir para formas fatais em tempo relativamente curto: cerca de 30% dos gatos persistentemente infectados desenvolvem quadros graves em até três anos após o diagnóstico (Hartmann, 2006; Little, 2012).
Apesar desse impacto, a cobertura vacinal no Brasil permanece insuficiente, em grande parte por desconhecimento e hesitação dos tutores.
Uma resposta técnica e prática vem do alinhamento internacional e de novidades no mercado: em 2024, a WSAVA passou a recomendar a vacinação contra FeLV como conduta essencial para filhotes (até 1 ano) e para adultos expostos a risco (acesso à rua, convívio com gatos de rua).
No Brasil, a chegada da linha Purevax® (Purevax® RCPCh FeLV e Purevax® FeLV), da Boehringer Ingelheim, e a parceria com a comunidade VetFamily prometem justamente ampliar a adoção dessas diretrizes — oferecendo formação, suporte técnico e materiais para veterinários em clínicas, hospitais e atendimentos domiciliares.
As vacinas Purevax® trazem diferenciais práticos que favorecem a aceitação: dose reduzida de 0,5 ml, tecnologia recombinante para a fração FeLV (sem adjuvantes) e o selo “Easy to Give” da ISFM — todos projetados para tornar a aplicação mais segura e menos estressante para o gato. “No Brasil, lidamos com um paradoxo: temos acesso a vacinas seguras e eficazes, mas ainda enfrentamos baixa cobertura vacinal contra uma das doenças mais devastadoras para os felinos”, afirma Mariana Silva, consultora técnica da Boehringer Ingelheim. Para Stella Grell, country manager da VetFamily Brasil, o desafio é também de formação: “Sabemos que o médico-veterinário precisa de ciência, suporte técnico e acesso facilitado às novidades… É isso que estamos oferecendo: ferramentas para elevar o padrão da medicina felina no Brasil.”
Quanto ao protocolo: a WSAVA orienta vacinação a partir das 8 semanas, reforço em 3–4 semanas, nova dose um ano após a série inicial; adultos sem histórico receberam duas doses com intervalo de 3–4 semanas; revacinação anual para gatos de alto risco e a cada 2–3 anos para animais de baixo risco. Importante: apenas gatos testados negativos para FeLV devem ser vacinados. Em um cenário de adoção crescente de felinos, cabe ao médico-veterinário combinar triagem, protocolo individualizado e diálogo com o tutor para transformar a disponibilidade técnica em proteção coletiva efetiva. “A prevenção começa com conhecimento e tecnologia”, conclui Stella — e, acrescentam os especialistas, com mais vacina e mais adesão, evita-se sofrimento e salva-se vidas.
Sobre a VetFamily
Organização global líder em soluções para clínicas veterinárias independentes, é parte do Vimian Group, tem sede em Estocolmo (Suécia) e reúne mais de 9.000 clínicas e 25 mil veterinários em mais de 11 países da União Europeia, Estados Unidos, Austrália e Brasil. Seu objetivo principal é contribuir para a melhor administração e lucratividade das clínicas, oferecendo diversos serviços, como centralização da negociação com parceiros comerciais, apoio à gestão e disseminação de conhecimento. Conheça mais em www.vetfamilybrasil.com.br.
Sobre a Boehringer Ingelheim Animal HealthLíder global em saúde animal, a Boehringer Ingelheim desenvolve soluções baseadas em ciência e inovação, com foco em prevenção, qualidade de vida e bem-estar dos pets e seus tutores.

