O artesão Luiz Henrique, conhecido carinhosamente como “Hippie”, se consolidou nos últimos nove anos como um dos criadores independentes mais expressivos da cidade. Seu trabalho, que nasceu de um momento de dificuldade pessoal — quando fraturou o tornozelo e buscou no artesanato uma forma de gerar renda — hoje se tornou profissão, identidade e fonte de sustento familiar.
Luiz começou vendendo suas peças ao lado da rodoviária de Valinhos, com um pano estendido no chão, perto do ponto de táxi. Aprendeu técnicas observando vídeos na internet e absorvendo ensinamentos do próprio pai, que também aprecia artes manuais. Com o tempo, aprimorou sua habilidade na filigrana em metal, criando pulseiras, colares, anéis e braceletes. Hoje, seus trabalhos incorporam materiais de maior qualidade, acabamento refinado e durabilidade — um salto profissional construído peça por peça.



Além das peças em metal, o artesão também desenvolve arte em epóxi, macramê, filtros dos sonhos, cristais e pedras naturais — e ainda fabrica sua própria tinta. Seu trabalho mais recente, e que vem chamando atenção de quem visita suas exposições, é a delicada arte feita no grão de arroz, iniciada há pouco mais de um ano. Um nível de precisão e sensibilidade que poucos dominam.
Morador de Valinhos, vivendo exclusivamente do artesanato e ajudando sua família com o fruto do seu trabalho, Hippie expõe regularmente no Largo de São Sebastião e na Praça Washington Luís. Durante este mês de novembro, ele participa também do Festival “Mexa-se!”, no centro da cidade aos domingos com música, cultura e arte.
O que começou por necessidade se transformou em ofício, e o artesanato de Luiz Henrique hoje representa não apenas renda, mas trajetória, identidade e orgulho para a cidade. Valinhos tem arte viva — feita à mão, feita com história, feita aqui.

