Violência contra mulheres cresce no país e já é epidemia social
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Feminicídios crescem, crimes chocam o país e movimentos convocam ato nacional. Região se une ao Levante Mulheres Vivas em ato no domingo dia 07/12, a partir das 9h, na Estação Cultura, em Campinas.
O Brasil enfrenta uma epidemia silenciosa, mas brutal, de violência contra mulheres. Todos os dias, notícias de feminicídios, agressões, ameaças e negligências institucionais escancaram a incapacidade do Estado de garantir proteção mínima às brasileiras. A cada caso que chega às manchetes, milhares seguem invisíveis, sufocadas pelo medo, pelo silêncio e pela impunidade.
Embora a Lei Maria da Penha seja reconhecida pela ONU como uma das legislações mais avançadas do mundo no enfrentamento à violência doméstica, ela não tem sido cumprida em sua integralidade. Onde a lei falha, o risco cresce e o resultado pode ser fatal.
O movimento Levante Mulheres Vivas – Núcleo Campinas alerta que o país precisa agir imediatamente para frear essa tragédia anunciada. O feminicídio, que mata uma mulher a cada seis horas no Brasil, não é um acidente: é o último capítulo de uma escalada de abusos marcada por misoginia, controle e violência.
“A misoginia precisa ser reconhecida como crime específico”, defendem as organizações que articulam o ato nacional. Enquanto as motivações do ódio de gênero forem minimizadas, dificilmente será possível interromper o ciclo de violência que se inicia com insultos e culmina em assassinatos.
Casos recentes escancaram a barbárie
Os últimos dias revelaram episódios que chocaram o país. São histórias que sintetizam o que é ser mulher no Brasil: viver sob ameaça constante:
– Uma mulher de 31 anos teve as pernas severamente mutiladas ao ser atropelada e arrastada por cerca de um quilômetro; – Outra foi baleada por um ex-companheiro, com duas armas, no local de trabalho; – Em Campinas, o vereador Otto Alejandro (PL) é acusado de agressões físicas e verbais contra a ex-companheira.
Ato nacional neste domingo
Diante desse cenário, milhares de mulheres e organizações populares estão convocando um levante nacional neste domingo, 07 de dezembro. Em Campinas, a concentração começa às 9h, na Estação Cultura, com caminhada até a Praça da Catedral.
O manifesto do movimento aponta medidas urgentes:
> Regulação das plataformas digitais e combate ao ódio contra mulheres online.
> Delegacias da Mulher funcionando 24 horas com atendimento especializado;
> Acolhimento imediato para vítimas e seus filhos;
> Respostas rápidas e efetivas do sistema de justiça;
> Proteção prioritária às crianças de mulheres em situação de violência;
> Paridade feminina obrigatória no poder público e no Judiciário;
> Regulação das plataformas digitais e combate ao ódio contra mulheres online.
O grito que ecoará pelas ruas no domingo é o grito de quem não aguenta mais contar corpos:
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