Valinhos (SP) e Nova Petrópolis (RS) celebram a fruta com produção baseada na agricultura familiar
Enquanto Valinhos se despede hoje da 75ª Festa do Figo e 30ª Expogoiaba, seu evento mais tradicional e simbólico, uma coincidência curiosa conecta o interior paulista à Serra Gaúcha. A data de encerramento da festa valinhense é também o último dia da 51ª Festa do Figo de Nova Petrópolis.
Separadas por mais de mil quilômetros, as duas cidades compartilham não apenas o figo como símbolo, mas também um mesmo alicerce produtivo: em ambos os municípios, a agricultura familiar é responsável pela produção das frutas que dão identidade às festas. São produtores que mantêm viva a tradição do cultivo, transmitida entre gerações, e que seguem sustentando a economia local e a relação direta entre campo e cidade.
Localizada na Serra Gaúcha, Nova Petrópolis tem pouco mais de 21.000 habitantes, em sua maioria descendentes de alemães, os quais foram responsáveis pela sua fundação em 7 de setembro de 1858.


Em Valinhos, o figo — ao lado da goiaba — projetou o município nacionalmente e segue como protagonista de uma celebração que une agricultura, cultura, música e gastronomia. Já em Nova Petrópolis, a fruta também ocupa lugar central em um evento que valoriza a produção local e as tradições herdadas da colonização alemã, com forte presença das famílias agricultoras.
A coincidência de datas reforça como o figo ultrapassa fronteiras e se transforma em elo cultural entre diferentes regiões do país. Hoje, portanto, não é apenas o encerramento de uma festa em Valinhos — é o fechamento simultâneo de duas histórias celebradas em paralelo, ambas construídas pelo trabalho da agricultura familiar e pelo espírito comunitário.

