Escritor da Academia Valinhense de Letras e Artes participa da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo neste sábado (12), depois de marcar presença na FLIP; romance “Sol & Chifre” foi escrito na cidade e publicado pela Editora Patuá
Das mesas onde escritores trabalham silenciosamente em Valinhos para as estantes, encontros e corredores de um dos maiores eventos literários do país.
O escritor Fabson Gabriel Pereira, autor do romance “Sol & Chifre” e membro da Academia Valinhense de Letras e Artes (AVLA), participa neste sábado (12) da 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, realizada no Distrito Anhembi.
Às 16h, Fabson estará no estande da Editora Patuá para uma sessão de autógrafos e conversa com os leitores.
A participação ganha significado especial para Valinhos porque “Sol & Chifre” nasceu e foi escrito na cidade, onde Fabson vive atualmente. Publicado em 2025 pela Patuá, o livro agora circula por alguns dos principais espaços da literatura brasileira.
“A Bienal é um lugar em que a circulação acontece. Você encontra leitores, autores, editoras e percebe que aquele livro que nasceu numa mesa em Valinhos pode encontrar pessoas em muitos outros lugares”, resume o escritor.
DE VALINHOS PARA A FLIP. DA FLIP PARA A BIENAL
A presença na Bienal acontece menos de dois meses depois de outra experiência importante na trajetória do escritor.
Em julho, Fabson representou a produção literária de Valinhos na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), um dos mais conhecidos encontros literários do Brasil.
Além de participar de sessão de autógrafos de “Sol & Chifre”, o escritor ministrou em Paraty a oficina “Literatura, Humanidade e Futuros Possíveis”.
Agora, a trajetória continua em São Paulo.
Se a FLIP transforma anualmente as ruas históricas de Paraty num grande ponto de encontro entre escritores e leitores, a Bienal aproxima literatura, público e mercado editorial numa escala ainda maior.
Para Fabson, estar nesses espaços significa também perceber que um livro produzido no interior paulista pode romper fronteiras geográficas e encontrar leitores muito além do lugar onde foi escrito.
E nesse percurso há uma cidade que permanece como ponto de partida: Valinhos.
UMA LITERATURA QUE QUER SER VISTA
Fabson integra a Academia Valinhense de Letras e Artes, criada em 2021 e que vem buscando reunir escritores e artistas, estimular novas produções e abrir espaços para que a literatura produzida na cidade chegue ao público.
“Valinhos tem uma produção literária que muitas vezes acontece de maneira silenciosa, nos escritórios, nas casas, nas bibliotecas. O que a AVLA tem feito é criar espaços para que esses autores se encontrem e sejam vistos”, afirma.
Entre as iniciativas da Academia estão saraus, concursos, publicações e projetos voltados ao incentivo da produção literária e artística.
Um deles é o Palavra Viva, que recebeu textos de autores de Valinhos e de outras cidades e deverá resultar numa publicação digital. Outro é o Concurso de Letras e Artes da Primavera (CLAP), iniciativa que procura abrir espaço para novos trabalhos e ampliar a presença das letras e das artes na vida cultural do município.
Desde 2025, Valinhos também conta oficialmente com o Dia do Escritor Valinhense, celebrado em 25 de julho.
Mais do que uma data no calendário, o reconhecimento coloca em evidência algo que muitas vezes permanece longe dos holofotes: há escritores produzindo literatura em Valinhos.
“Ser membro da Academia Valinhense de Letras e Artes também mudou minha relação com a cidade. Você deixa de ser apenas alguém que escreve em Valinhos e passa a fazer parte de uma comunidade que pensa a cultura do município”, destaca Fabson.
UM LIVRO QUE SAIU DE VALINHOS PARA GANHAR LEITORES
É justamente essa dimensão que torna a presença de Fabson na Bienal especialmente significativa para a cidade.
Não se trata apenas de um escritor de Valinhos visitando um grande evento literário. Trata-se de um livro escrito em Valinhos ocupando espaço num dos principais encontros entre escritores, editoras e leitores do país.
“Sol & Chifre” começou numa mesa em Valinhos. Depois veio a publicação pela Patuá. Em julho, chegou à FLIP, em Paraty. Agora desembarca na Bienal Internacional do Livro de São Paulo.
Para uma cidade nacionalmente conhecida pelo figo e pela uva, talvez seja também uma pequena demonstração de que Valinhos tem outras histórias para produzir e exportar — entre elas, literatura.
SERVIÇO
Fabson Gabriel Pereira na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo
Quando: 12 de setembro, às 16h
Onde: Estande da Editora Patuá – K45
Local: Distrito Anhembi – São Paulo
Atividade: autógrafos de “Sol & Chifre” e conversa com leitores

