EDITORIAL
Aposentadoria também está na urna. Presidente, deputados e senadores terão poder para decidir os rumos da Previdência. Aposentados e pensionistas precisam conhecer propostas e posições antes de escolher seus representantes.
A eleição de 2026 precisa ser acompanhada com atenção especial por milhões de aposentados e pensionistas brasileiros. Mais do que escolher nomes, partidos ou responder às paixões próprias de uma disputa eleitoral, é hora de olhar para aquilo que os candidatos efetivamente defendem e o que já fizeram, especialmente quando o assunto é Previdência Social.
Nas últimas décadas, aposentados, pensionistas e trabalhadores que se aproximam da aposentadoria estiveram no centro de sucessivas mudanças nas regras previdenciárias. Idade mínima, tempo de contribuição, cálculo dos benefícios, pensões e critérios para concessão de aposentadorias são temas que interferem diretamente na vida de quem trabalhou durante décadas e depende da Previdência para viver com dignidade.
Por isso, antes de decidir o voto, vale fazer perguntas simples e objetivas: o que este candidato pensa sobre a Previdência? Defende uma nova reforma? Pretende alterar regras de aposentadoria ou pensões? Como se posiciona diante da perda do poder de compra dos benefícios? O que propõe para garantir a sustentabilidade do sistema sem transferir novamente o peso dos ajustes para aposentados, pensionistas e trabalhadores?
Mas existe um ponto fundamental que não pode ser esquecido: essa preocupação não deve se limitar aos candidatos à Presidência da República.
Nenhum presidente governa sozinho. Mudanças profundas nas regras da Previdência dependem, em grande medida, do Congresso Nacional. Projetos de lei e, principalmente, propostas de emenda à Constituição passam pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. Deputados e senadores discutem, modificam e votam medidas capazes de interferir diretamente nos direitos e na renda de milhões de brasileiros.
Isso significa que o aposentado e o pensionista precisam olhar com a mesma atenção para quem pede seu voto para ocupar uma cadeira na Câmara ou no Senado. É importante conhecer o histórico dos candidatos, suas propostas e seus posicionamentos sobre aposentadorias, pensões e proteção social.
Em período eleitoral, promessas são abundantes. Mais importante do que ouvir discursos preparados para conquistar votos é procurar saber como cada candidato pretende agir quando chegar a hora de votar uma mudança que possa atingir a Previdência.
O Pé de Figo entende que aposentados e pensionistas não podem ser lembrados apenas durante a campanha eleitoral. São homens e mulheres que trabalharam, contribuíram para o desenvolvimento do país e ajudaram a sustentar, durante décadas, o sistema previdenciário.
Em 2026, portanto, a Previdência também estará nas urnas. Na escolha do presidente, dos deputados e dos senadores Informar-se, comparar propostas e acompanhar posições e votações é uma forma de exercer plenamente a cidadania.
Porque eleição passa. Governo passa. Mas uma mudança na Previdência pode acompanhar o trabalhador e sua família pelo resto da vida.
