Conhecida por sua tranquilidade e qualidade de vida no interior paulista, Valinhos aparece em um ranking nacional que causa surpresa e preocupação. Segundo reportagem do Portal Poder360, com dados atualizados do Ministério da Fazenda, o município ocupa a 6ª posição entre as cidades brasileiras com maior dívida ativa junto à União, totalizando impressionantes R$ 179 milhões.
O dado impressiona não apenas pelo volume absoluto da dívida, mas pelo contraste com o porte da cidade: são cerca de 130 mil habitantes, com um dos maiores PIBs per capita da região de Campinas. Mesmo assim, Valinhos figura entre capitais e metrópoles no topo da lista de devedores federais.
O montante da dívida da Prefeitura de Valinhos com o Governo Federal é constituído basicamente pelo parcelamento do débito da contribuição previdenciária (INSS) dos servidores municipais e pelo empréstimo da chamada “Obra do Século” que financiou o empreendimento de captação de água do Rio Atibaia.
Gestões ineficientes, falta de planejamento de longo prazo e cultura política de curto prazo, características negligenciadas ao longo dos anos e refletidas principalmente no descontrole da folha de pagamento e aumento do número de comissionados, despontam como causas principais da situação.
A dívida do município não é só uma questão contábil — é um reflexo de escolhas políticas feitas sem compromisso com o futuro da cidade. Aceitar essa situação como “normal” é perigoso. Valinhos precisa, urgentemente, de transparência, planejamento fiscal sério e coragem para romper com práticas antigas. O que está em jogo agora é a sustentabilidade do município e a confiança de seus cidadãos.
Ao assumir a Prefeitura em janeiro de 2025, o atual prefeito Franklin (PL) anunciou a suspensão e reavaliação de contratos firmados pela gestão anterior, comandada pela Capitã Lucimara, marcada por instabilidade administrativa e decisões frequentemente contestadas. Críticas recorrentes à ex-prefeita e sua equipe destacavam a falta de preparo técnico e o desconhecimento prático dos desafios da cidade. No entanto, passados seis meses da nova gestão, a população ainda aguarda respostas concretas e ações efetivas na esperança de um “Novo Tempo” de fato.


