O tarifaço anunciado por Donald Trump contra a economia brasileira já é um duro golpe contra à indústria e à agropecuária nacionais. Um gesto que, ao invés de parceria, expôs o Brasil ao autoritarismo econômico de uma potência estrangeira — e tudo isso com a cumplicidade de setores da política ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, desesperado diante da iminente condenação pelos crimes cometidos contra o estado democrático de direito.
Trump agora “quer investigar o PIX”. O que está por trás disso? Uma aliança transnacional entre extremistas que não respeitam as instituições — nem as deles, nem as nossas. Bolsonaro, encurralado por provas cada vez mais robustas da tentativa de golpe de Estado e da conspiração para destruir a democracia, age com irresponsabilidade. Sua única saída? Se escorar na extrema-direita internacional, entregar o Brasil de bandeja e pedir, em troca, blindagem.
A ofensiva contra o PIX — um dos maiores orgulhos tecnológicos do Brasil, criado pelo Banco Central e adotado massivamente pelo povo. Em vez de elogio, desconfiança. Em vez de parceria, tentativa de vigilância externa.
A ironia é amarga: enquanto vozes descoladas da realidade nacional pedem anistia para os crimes do bolsonarismo — dos ataques às instituições até o 8 de janeiro —, o Brasil segue tendo sua soberania questionada e agredida por interesses externos. O mesmo país que viu sua democracia ameaçada por fake news, golpismo e sabotagem, agora vê o sistema PIX, que empoderou milhões de brasileiros, sendo colocado sob suspeita por um político estrangeiro.
Não se trata apenas de política externa, mas de independência nacional. É hora de perguntar: quem defende o Brasil de verdade? Quem se posiciona contra o desmonte silencioso da nossa soberania, seja pelos conluios internos ou pelas pressões de fora?
Não podemos normalizar que ex-presidentes virem mascotes de potências estrangeiras. Não podemos aceitar que nossa tecnologia nacional seja alvo de desconfiança enquanto parte do sistema se cala — ou pior, aplaude. O Brasil precisa de respeito. E o mundo precisa entender que nossa soberania não é negociável.


