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Abertura 7/11 – Campinas recebe exposição gratuita sobre ditadura militar 

1 de novembro de 2025 6 minutos de leitura
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Legenda: Na foto do álbum de família, um dos dias mais importantes de um casal é registrado. No dia 7 de março de 1969, em frente à casa da Rua Fernandes Vieira, 583, em Porto Alegre – Susana e sua mãe, Milky, posam junto a Luiz Eurico. Na ocasião, a filha deixava a casa dos pais na companhia do homem que, horas depois, se tornaria seu marido. Na segunda foto, décadas depois, no mesmo endereço, Susana aparece ao lado de sua mãe Milky com as marcas do tempo e do vazio deixado no lugar que antes ocupava Luiz Eurico. Militante da ALN – Ação Libertadora Nacional, Luiz Eurico, então com 22 anos, é assassinado em setembro de 1972 em São Paulo. O aparelho repressivo da ditadura forja um falso suicídio e publica na imprensa uma série de fotos de Luiz morto sobre a cama de uma pensão com uma pistola na mão e marcas de cinco tiros pelo corpo. Seu corpo é localizado somente em 1979, no cemitério Dom Bosco, em Perus, São Paulo, após uma longa busca de Susana em plena ditadura e cercada de rumores, exumação e pistas falsas. Em 2 de setembro de 1982, seu corpo é finalmente entregue à família. No ano de 1990, 18 anos depois da sua morte e 11 anos depois da recuperação dos seus restos, foi possível demonstrar que Luiz Henrique foi assassinado e que o suicídio não passou de uma armação para esconder o crime cometido pelos agentes do estado.

Biblioteca de Obras Raras da Unicamp recebe exposição que retrata as ausências de assassinados e desaparecidos da ditadura militar brasileira.

Uma das principais referências no trabalho de memória política no país, o Núcleo de Preservação da Memória Política – NM, em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por meio da Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA e pelo Laboratório de Arqueologia Pública Paulo Duarte (Nepam/Unicamp), apresentam a exposição Ausências Brasil, do fotógrafo argentino Gustavo Germano — uma obra de profundo impacto visual e simbólico sobre os desaparecimentos forçados durante a ditadura militar (1964 – 1985) no Brasil. A exposição “Ausências Brasil ficará aberta ao público de 07 de novembro a 10 de janeiro de 2026.

Visando lançar um olhar sensível sobre o tema da perseguição política e os desaparecidos do período da ditadura militar (1964-1985), os visitantes conhecerão rostos, histórias e poderão refletir sobre as possibilidades das vidas ceifadas pela brutalidade do sistema repressor. Neste sentido, as ausências nas obras do fotógrafo argentino Gustavo Germano revelam muitas presenças. A presença da dor e da saudade, a presença da injustiça e seus paradoxos, a presença da própria pessoa desaparecida.

O projeto da Exposição Ausências iniciou-se na Argentina, motivado pelo desaparecimento de seu irmão, Eduardo Raúl Germano, que foi detido e desaparecido pela ditadura argentina em 17 de dezembro de 1976, e cujos restos mortais foram identificados somente em 2014 pela Equipe Argentina de Antropologia Forense. O projeto se expandiu para outros países latinos, a maioria alvos da Operação Condor – campanha de repressão e terrorismo de Estado orquestrada pelas ditaduras no Cone Sul, com o apoio dos Estados Unidos. Em 2012, nasceu o projeto “Ausências Brasil”, que conta com 12 histórias de pessoas brasileiras desaparecidas durante a ditadura militar, cobrindo locais do Ceará ao Rio Grande do Sul.

Visitantes da exposição na edição do Centro MariAntonia – USP

Além das fotografias, haverá uma série de atividades educativo-culturais, como visitas mediadas, rodas de conversa com ex-presos políticos relacionado ao tema, fomentando debates sobre os impactos da violência de Estado, tanto no passado quanto no presente. Com o objetivo de formar cidadãos mais conscientes e críticos, a exposição reflete sobre os abusos de poder, as perseguições e os desaparecimentos forçados ocorridos durante a ditadura militar no Brasil (1964–1985) e suas repercussões na atualidade.

Um dos objetivos do projeto, segundo a museóloga do NM Kátia Felipini Neves, é refletir sobre a democracia e rechaçar a ditadura. “Cada vez que a gente apresenta essa exposição, é uma forma de reparar essas famílias”, diz.

A escolha da Unicamp como sede da exposição reforça o papel da universidade pública como espaço de resistência, de reflexão crítica e de formação cidadã. A Biblioteca de Obras Raras, por sua vez, é um local simbólico e de profundo valor cultural e acadêmico, voltado à preservação da memória intelectual e documental. Ao acolher Ausências Brasil, a Universidade Estadual de Campinas reafirma seu compromisso com a memória histórica, conectando passado e presente em um exercício de consciência coletiva. A realização da exposição conta ainda com o apoio e a parceria do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPAM), que faz parte dos Centros e Núcleos da Universidade (COCEN), do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (IFCH), da Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB) e do Departamento de História da Unicamp — instituições que reafirmam a importância da abordagem interdisciplinar e do engajamento acadêmico na defesa dos direitos humanos.

O Núcleo Memória é uma instituição dedicada à preservação da memória política e à promoção dos direitos humanos e conta com uma vasta agenda de ações, como as visitas mensais ao antigo DOI-Codi/SP, os Sábados Resistentes no Memorial da Resistência de São Paulo e cursos voltados para o campo da memória política.  

Agenda da Exposição

07 de novembro – sexta-feira

9h às 11h – Visita educativa mediada

13h – Abertura Oficial, com a presença de Maurice Politi e Katia Felipini do NM, Antonio Donato (PT), Danielle Thiago Ferreira – Coordenadora BORA, Aline de Carvalho – Coordenadora do NAP/Nepam e Cristina Meneguello – Coordenadora da Olimpíada Nacional em História do Brasil – Departamento de História – IFCH

14h – Roda de Conversa com ex-presos políticos: Maurice Politi e Manoel Cyrilo

13 de novembro (quinta-feira)

14h – Formação de Educadores e Roda de Conversa com ex-presos políticos

Serviço:

Exposição Ausência Brasil na Unicamp – Biblioteca de Obras Raras “Fausto Castilho” – BORA

De: 07 de novembro a 10 de janeiro de 2026.

Onde:  R. Sérgio Buarque de Holanda, 441 – Cidade Universitária, Campinas.

Entrada: Gratuita 

Horário de Visitação: De segunda à sexta das 9h às 17h. Sábados e Domingo fechados.

Visitas educativas: a exposição contará com educadores para mediação das visitas tanto para grupos pequenos como para grupos escolares. A exposição conta com recursos de audiodescrição para deficientes visuais.

IMPORTANTE: A biblioteca entrará em recesso de fim de ano de 22 de dezembro de 2025 a 04 de janeiro de 2026.

Informação: @agencia_jacaranda

TAGGED: Assassinados, Biblioteca Obras Raras, Campinas, Desaparecidos, Ditadura Militar Brasileira, Núcleo Preservação Memoria Politica, unicamp

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Heriberto Pozzuto 1 de novembro de 2025 1 de novembro de 2025
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