Cidade tem cinco candidatos a deputado estadual e dois a deputado federal; três concorrentes informaram não ter bens a declarar, enquanto maior patrimônio entre os valinhenses supera R$ 1,7 milhão.
Valinhos terá sete candidatos na disputa por uma vaga nas casas legislativas nas eleições de 2026. São cinco nomes concorrendo a deputado estadual e outros dois buscando uma cadeira na Câmara dos Deputados.
Além de nomes, partidos e números que estarão nas urnas, uma informação disponível à população ajuda a conhecer um pouco mais sobre quem pretende representar Valinhos: o patrimônio declarado pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral.
Entre os sete candidatos valinhenses, os valores informados apresentam diferenças significativas. Há três candidatos que informaram não possuir bens a declarar, enquanto, no outro extremo, o maior patrimônio declarado ultrapassa R$ 1,7 milhão.
A declaração de bens não é uma informação facultativa ou uma curiosidade sobre a vida financeira dos candidatos. Ela integra a documentação exigida no processo de registro de candidatura e fica disponível para consulta pública no sistema DivulgaCandContas, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A publicidade dessas informações é parte do princípio de transparência que rege o processo eleitoral. Por meio do sistema, qualquer cidadão pode consultar não apenas os bens informados, mas também dados sobre o registro da candidatura, partido, número de urna, certidões e, durante a campanha, receitas e despesas eleitorais.

Cinco candidatos disputam uma vaga na Assembleia Legislativa
Na corrida por uma cadeira de deputado estadual, Valinhos tem cinco candidatos.
Cassia Mussulini (Novo), número 30014, informou à Justiça Eleitoral não possuir bens a declarar.
Claudiney Generoso (PSOL), número 50321, declarou patrimônio de R$ 190.550,37, o maior entre os cinco candidatos de Valinhos que disputam uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.
Giba (Avante), número 70600, é o terceiro candidato ao cargo de deputado estadual que informou não possuir bens a declarar.
Kiko Beloni (Cidadania) disputa com o número 23000 e também informou não possuir bens a declarar.
Prof. Marcelo Yoshida (PT) concorre com o número 13019 e declarou patrimônio de R$ 6.209,05.
Dois valinhenses tentam chegar à Câmara dos Deputados
Na disputa para deputado federal, Valinhos tem dois candidatos, e ambos declararam patrimônio superior a R$ 1 milhão.
Alexandre Tonetti (MDB), número 1577, declarou à Justiça Eleitoral bens que somam R$ 1.703.040,58. É o maior patrimônio declarado entre os sete candidatos de Valinhos aos cargos proporcionais nestas eleições.
Lais Helena (Podemos), número 2098, declarou patrimônio de R$ 1.006.442,68.
Por que a declaração de patrimônio importa?
A declaração de bens é uma das ferramentas colocadas à disposição do eleitor para ampliar a transparência sobre aqueles que pretendem ocupar cargos públicos.
A Lei das Eleições determina que o pedido de registro de candidatura seja acompanhado de declaração de bens assinada pelo candidato. As informações são disponibilizadas pela Justiça Eleitoral para consulta pública.
Mais do que saber quanto possui cada candidato, a divulgação permite ao cidadão conhecer a situação patrimonial informada no momento em que aquela pessoa se apresenta para disputar um mandato eletivo. Também possibilita, em eleições futuras, comparar as declarações apresentadas em diferentes períodos.
É importante ressaltar, porém, que os valores publicados correspondem aos bens declarados pelos próprios candidatos à Justiça Eleitoral. Portanto, quando o sistema informa que determinado candidato não possui bens a declarar, isso significa que nenhum bem foi relacionado na declaração apresentada no pedido de registro — e não uma certificação independente do TSE de que aquela pessoa não possui patrimônio.
Transparência ao encontro do eleitor
As informações estão disponíveis no DivulgaCandContas, sistema público do Tribunal Superior Eleitoral que permite acompanhar as candidaturas registradas em todo o país.
À medida que a campanha avança, a plataforma também permite acompanhar dados financeiros das candidaturas, como arrecadação, doações, fornecedores e despesas eleitorais.
Em uma eleição na qual os candidatos pedem ao eleitor não apenas o voto, mas a confiança para administrar recursos públicos, fiscalizar governos e participar da elaboração das leis, conhecer quem são, o que declaram e como financiam suas campanhas é parte do exercício consciente do voto.
