Com a presença de várias delegações de representantes de entidades da sociedade civil de Valinhos e região, o Acampamento Marielle Vive inaugurou, na tarde deste sábado (2), a Escola Popular Luis Ferreira.

Membros do Instituto PluriCidade, da Associação Doroth Stang, do Cursinho Popular Contexto, dos partidos PT e PSOL, de um representante da Prefeitura de Hortolândia, além de caravanas de diversas cidades da região, somaram-se às famílias acampadas para homenagearem o “Seu Luis Ferreira”, morto no dia 18 de julho, após ter sido atropelado criminosamente durante uma manifestação do MST em frente ao acampamento na Estrada do Jequitibá, em Valinhos.

O motorista Leo Luiz Ribeiro, 60 anos, acusado de homicídio triplamente qualificado e por tentativa de homicídio contra outras 200 pessoas que participavam da manifestação a favor da ocupação “Marielle Vive”, está preso aguardando julgamento, que teve a primeira audiência na quarta-feira, 30 de outubro.

Escola Popular Luis Ferreira

Luis Ferreira tinha 72 anos, era um dos integrantes da ocupação e já estava aprendendo a ler e escrever na turma de alfabetização do acampamento.

“Seu Luis” se transformou em referência do movimento por sua dedicação à luta pela reforma agrária e a vontade de estudar. A escola popular, que agora leva o seu nome, foi montada dentro do acampamento, num prédio abandonado, onde já funcionou uma escola pública.

Membros da famílias do “Seu Luis” estiveram presentes e foram homenageados. A companheira de Marielle Franco, Mônica Benício, havia anunciado que compareceria, no entanto, os acontecimentos da última semana, em torno das investigações do assassinato da vereadora, a impossibilitaram de estar presente.

Movimento é pacífico, diz líder do MST

Gilmar Mauro, membro da coordenação nacional do MST, afirmou no evento deste sábado que “o movimento é contra qualquer tipo de violência, defende a vida e a dignidade de todos e os movimentos sociais precisam reinventar sua estratégia de atuação para enfrentar os novos desafios”.

Uma feira de hortaliças produzidas no acampamento foi uma das atrações

Reintegração de posse

A suspensão por noventa dias da medida de reintegração de posse da área ocupada pelo Acampamento Marielle Vive termina no próximo dia 30 de novembro. Membros da assessoria jurídica do MST, no entanto, apostam em vários outros recursos judiciais que estão em andamento, para que a área da antiga Fazenda Eldorado seja reconhecida como sujeita à desapropriação para fins de reforma agrária.

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