Depois de anunciar que iria para Itu, agora a empresa escolhe Valinhos

Há pouco mais de um mês empresa anunciou que vai se instalar em Valinhos

Por Thais Ferrari, especial para o Pé de Figo

A Trio Alimentos, líder no segmento de barras de cereais, será instalada em Valinhos nos próximos meses. O anúncio foi feito pela Prefeitura Municipal, no último dia 25 de julho, e apesar de gerar expectativa de promover novos empregos aos valinhenses, ex-funcionários da empresa relatam que não cumpriram com “aquilo que é de direito”, e que não houve tentativa de contato por parte dos empregadores para solucionar as pendências, “gostaria que eles comprovassem quando entraram em contato e se dispuseram a resolver algo, isso nunca aconteceu”, conta uma das ex-colaboradoras.

Uma notícia do portal Agora Itu, de setembro de 2017, divulgou protesto de ex-funcionários da Trio Alimentos de Sorocaba, motivado pela falta de pagamentos de verbas rescisórias.

Funcionários relatam falta de pagamentos de direitos trabalhistas

Elaine Aquino, que trabalhou na Multimarcas, braço da Trio (United Mills), que funcionava em São Paulo, no Bairro de Pinheiros, deixou a empresa pela postura antiprofissional tomada, “salários, benefícios sendo pagos com atraso, parcelados.

Cheguei a receber salário parcelado em 8 vezes dentro do mês, por conta disso tive inúmeros problemas financeiros”. Além disso, não recebeu nenhuma parcela do FGTS. “Não recebi tudo até hoje. A Multimarcas “sumiu” do mapa, era uma empresa mantida pela Trio (United), em nome de terceiros, não se consegue localizar, não está em nome dos sócios da Trio, infelizmente quem era funcionário da Multimarcas ficou nesta situação”, explica.

A ex-funcionária ciente do cenário de desgaste de outros colegas, apenas entrou com procuração, mas desabafa: “ao irem para outro município, começarão estas dívidas em outra cidade, e os funcionários de Sorocaba não receberão nada, pessoas que trabalham lá há anos, e irão para outra cidade enganarem mais pessoas”.

Outro colaborador entrou com ação um mês depois de seu desligamento, “recebi somente três anos de depósitos de FGTS, mais nada. Nunca houve contato da empresa. Entrei com ação somente para receber o que é de direito, nada mais”.

O ex-funcionário confirma que os salários estavam sendo pagos em atraso, e ocorria atraso também na entrega das cestas básicas, além da assistência médica ser cortada sem aviso prévio. “Me sinto revoltado, agem como se tudo estivesse normal, deixando um monte de família sem receber, e não somente por conta da crise. Os sócios ainda querem manter a postura de que não acontece nada. É muito revoltante”, confessa.

Empresa diz que age em conformidade com as normas

Em contato com a empresa, quando questionado sobre o protesto em Itu e a falta de pagamento de verbas rescisórias, André Parodi, um dos sócios-diretores, destaca que “todos os colaboradores foram contatados e a empresa está resolvendo os assuntos inerentes à questão em conformidade com as normas atinentes ao tema”.

Ele diz que optaram pelo município de Valinhos pela localização privilegiada na Rodovia Anhanguera, “após análise de outros imóveis, o existente na cidade de Valinhos se destacou, principalmente por estar localizado numa das principais rodovias do país”.

Com relação aos processos judiciais, também divulgados na matéria do Agora Itu, Parodi declara que todas as questões estão sendo conduzidas pelo corpo jurídico da empresa, e ainda defende: “não existindo nada que impeça as atividades”.

De acordo com a Prefeitura Municipal de Valinhos, o empreendimento seguiu todos os trâmites legais para se instalar na cidade. A previsão para a instalação é de até seis meses.

Veja também:

Fábrica de barras de cereais Trio anuncia instalação em Valinhos

 

2 Comentários

  1. Trabalhei na Trio de 2013 a 2017…desde 2015 sem depósito de FGTS e não recebi nada referente às verbas rescisórias (Ferias 13 aviso prévio, etc), e mesmo ganhando na justiça tb não consegui receber e agora entraram em RJ…NENHUM contato da empresa para acertar a pendência e varios colegas na mesma situação…não se escreve o que eles (André Parodi) falam…

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