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Plenário fica lotado na sessão da Câmara de Vereadores nesta terça-feira (3)

Mais de trezentas pessoas compareceram na sessão da Câmara de Vereadores na noite desta terça-feira (3) para protestarem contra a aprovação da lei que fixou a remuneração do prefeito, vice e secretários.

Um forte esquema de segurança foi montado com a presença de soldados da Polícia Militar e integrantes da Guarda Municipal e o acesso ao plenário foi limitado, o que resultou numa aglomeração de munícipes também do lado de fora da “Casa do Povo”.

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A manifestação na Câmara ocorreu horas após o Prefeito Orestes Previtale (PSB) ter anunciado numa coletiva de imprensa que vai doar mensalmente uma parte de seu “salário” para entidades assistenciais da cidade.

Scupenaro suspende a votação da Ordem do Dia e tenta explicar a aprovação da lei

Diante da grande pressão na sessão da terça-feira, o presidente do legislativo, vereador Israel Scupenaro (MDB), suspendeu a sequência dos trabalhos para  justificar, passo a passo, as razões da aprovação da lei que fixou a remuneração dos subsídios do prefeito, vice e secretários, reforçando “que os vereadores cumpriram a constituição e não houve nenhuma ilegalidade na atitude”

Representante do movimento sobe à Tribuna e diz expressar descontentamento de todos e que a população falhou em não reclamar nas outras gestões

A representante do movimento de protesto, Vanessa Gonçalves, fez uso da palavra e disse que eles representam o descontentamento da cidade toda, que elegeu seus representantes, mas não se sente mais representada por eles.  “O Prefeito Orestes desdenhou do movimento, e chamou seus organizadores de sórdidos, na tentativa de tirar sua legitimidade”, disparou.

Para Vanessa, “a população falhou em não ter reclamado a diminuição do salário nas outras gestões, mas que isto não tira a legitimidade de lutarem por isto agora.
Que o projeto foi votado às pressas, e ele pode ser legal, mas é imoral. E que votaram de acordo com interesses próprio, e não do povo que os elegeu”.

 

Requerimento foi assinado por treze vereadores

Comissão tem prazo de 60 dias para apresentar o resultado dos estudos

Após a repercussão da aprovação do projeto  que fixou a remuneração do prefeito e a intensa pressão durante a reunião do legislativo, os treze vereadores que votaram a favor da lei apresentaram um requerimento para criar uma “Comissão Especial de Estudos para Adequação dos Subsídios dos Agentes Políticos á realidade municipal”.

A comissão terá 60 dias para concluir os estudos, com a possibilidade de o prazo ser prorrogado por igual período.

Segundo o requerimento, “esta comissão trabalhará para que a adequação dos subsídios atendam aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, mensurando os impactos no funcionalismo e na oferta do serviço público”.

Subscrevem o requerimentos os seguintes vereadores: Aldemar Veiga (DEM), Alécio Cau (PDT), André Amaral (PSDB), Cesar Rocha (Rede), Dalva Berto (MDB), Kiko Beloni (PSB), Franklin Duarte (PSDB), Luiz Mayr (PV), Gilberto Borges (MDB), Roberson Salama (MDB), Israel Scupenaro (MDB), Rodrigo Popó (PSDB) e Rodrigo Tolói (DEM).

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