Detalhe da ilustração lançada pela APHV. Autor da foto desconhecido

Como forma de homenagear o 122° aniversário da cidade, a Associação de Preservação Histórica de Valinhos (APHV), lançou uma ilustração que contem aquela que é considerada a imagem mais antiga da região urbana de Valinhos.

Divulgar a história do Município de Valinhos por meios eletrônicos, digitais e exposições é um dos focos da APHV e uma impressão em lona também deve ser instalada no museu com essa ilustração para os visitantes poderem conhecer um pouco como era a cidade na década de 1930.

A história de Valinhos poderia ser contada a partir de dois elementos principais que ainda marcam a paisagem de nosso município: o ribeirão Pinheiros e a Ferrovia.

Ilustração completa lançada pela APHV

Sobre a APHV

Fundada em 2014, a entidade conta com 15 membros e tem como principais objetivos:
– Reunir pessoas de forma organizada que tenham o interesse na preservação do patrimônio e história de Valinhos;
– Incentivar a pesquisa histórica relacionada ao Município de Valinhos;
– Divulgar a História do Município de Valinhos;
– Fomentar o colecionismo de antiguidades e obras de arte;
– Buscar valorização dos locais de relevância histórica e arquitetônica no município de Valinhos.

Conheça mais detalhes sobre a história de Valinhos através do site www.historiavalinhos.com.br

Conheça um pouco da história de Valinhos, contada pela APHV:

No período Colonial, em que o Brasil era explorado para a busca de riquezas a serem extraídas e enviadas para Portugal, surge o primeiro marco na história de Valinhos registrada na concessão de uma sesmaria para Alexandre Simões Vieira no dia 2 de dezembro de 1732, que foi outorgada pelo presidente da província de São Paulo, Antonio Luiz de Távora, o conde de Sarzedas. Conta a história que Alexandre Simões Vieira abriu um caminho novo de Jundiaí aos Goiazes, tendo como paragem um ribeirão chamado Pinheiros.

O Pouso de Pinheiros é o primeiro marco oficial de uma área dentro do atual município de Valinhos e, conforme os historiadores, teve existência quase centenária. Segundo o professor Mário Pires, em seu livro “Valinhos: Tempo e Espaço”, a localização deste chamado Pouso de Pinheiros provavelmente é o atual bairro Capuava, o qual o historiador considera a “célula mater” de Valinhos.

No período em que a sesmaria foi outorgada, Campinas ainda era chamada de bairro do Mato Grosso das Campinas, pertencente ao município de Jundiaí. Em 1741, Francisco Barreto Leme, juntamente com sua família, fixa-se na região dando início a um povoado. Em 1774, o então bairro de Jundiaí é elevado à categoria de Distrito e, em 16 de novembro de 1797, Campinas torna-se município.

Neste período a região passa por grandes transformações migrando de uma economia de subsistência para o surgimento da cultura da cana de açúcar em grandes fazendas. A fazenda Dois Córregos, onde atualmente se localiza o bairro Dois Córregos, pertenceu ao Brigadeiro Luiz Antonio, tido como o homem mais rico da capitania, que chegou a possuir, só em Campinas, 16 engenhos de açúcar.

No início do século XIX surge um novo impulso com a mudança da cultura das fazendas de cana de açúcar para o café que se adaptou muito bem à região de Campinas. O café trouxe grande riqueza, mas sua cultura ficava limitada pelas dificuldades de transporte até o porto de Santos. A solução deste problema fez surgir a primeira companhia de capital aberto do Brasil: a Companhia Paulista de Estradas de Ferro. Fruto da inovação e empreendimento de grandes proprietários das fazendas de café, a implantação do tráfego ferroviário teve início em 31 de março de 1872 com um trem partindo de Valinhos para Jundiaí. Foi a instalação da “primitiva estação dos Vallinhos” que deu origem ao centro urbano de nossa cidade.

Apesar de ter a função primordial do transporte de café para Santos, a ferrovia trouxe para Valinhos os imigrantes europeus, na sua maioria italianos, para substituir a mão de obra escrava a partir de 1888. Os imigrantes tiveram papel relevante na diversificação da agricultura e implantação das primeiras indústrias como a Gessy e as olarias que utilizaram do barro fornecido pelo ribeirão Pinheiros e da ferrovia para o escoamento da produção.

Outro dado importante sobre nossas origens aconteceu durante a epidemia de febre amarela que arrasou Campinas no ano de 1889. Segundo cálculos feitos pelos médicos da época, a população de Campinas, que era de 20 mil pessoas, foi reduzida a quatro mil. Não que a maioria tenha morrido, mas sim que as mesmas fugiam da cidade com medo da doença.

Foi em função da epidemia da febre amarela de 1889, que a Sexta Secção Eleitoral de Campinas foi transferida para Valinhos, pois muitos dos campineiros buscaram refúgio em Valinhos. Com isso, o futuro distrito de Valinhos começa a ser desenhado. No ano de 1893, o Diário Oficial do Estado do dia 1º de setembro publica, em sua página 7840, dentro do Expediente da Secretaria dos Negócios da Justiça, ato de criação do “Distrito Policial de Valinhos”.

Em 28 de maio de 1896, a pequena, mas próspera vila de Valinhos foi elevada à categoria de Distrito de Paz, que utiliza as mesmas divisas do Distrito Policial, criado em 1893, para definir os limites do novo distrito.

Se Valinhos teve projeção nacional e, por que não, internacional, isso se deve a seu principal produto agrícola, o Figo Roxo, introduzido em terras valinhenses pelo imigrante italiano Lino Busatto, no ano de 1901. A partir de 1910, o Figo já é produzido em escala comercial, o que torna Valinhos conhecida nacionalmente como a Capital do Figo Roxo. Mas não podemos esquecer de uma outra fruta que vem ganhando espaço ano após ano na produção e vendas que é a Goiaba.

No dia 30 de dezembro de 1953, o Governo do Estado promulga a lei 2456, criando o município de Valinhos. A primeira eleição acontece no dia 3 de outubro de 1954, sendo eleito Jerônymo Alves Corrêa o primeiro prefeito. O município é oficialmente instalado no dia 1º de janeiro de 1955, quando tomam posse o prefeito e os 13 vereadores.

No dia 18 de março de 2005, Valinhos foi elevada à condição de Comarca, em cerimônia realizada no Fórum Municipal. Agora, a cidade está autônoma no que diz respeito aos serviços judiciários. Antes, os moradores da cidade tinham que ir até Campinas para obter alguns serviços, como protestos de títulos, registros de imóveis, de títulos e de documentos.

 

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