O ex-prefeito Clayton Machado se defende na Câmara de Vereadores

O ex-prefeito, acompanhado do seu advogado, Cláudio Nava, esteve no plenário para se defender  e disse que o Tribunal de Contas errou.

Os vereadores rejeitaram por maioria de votos (14 x 2), na sessão desta terça-feira (17), as contas do Executivo Municipal, referentes a 2015, quando o prefeito era Clayton Machado. O ex-prefeito, acompanhado do seu advogado, Cláudio Nava, esteve no plenário para se defender do parecer emitido pela Comissão de Finanças e Orçamento, que recomendou a rejeição das contas da Prefeitura. O parecer seguiu orientação do Tribunal de Contas.

Em discurso, Clayton Machado fez críticas ao Tribunal de Contas, dizendo que o órgão é técnico e analisa as contas “friamente”. “O Tribunal não sabe o que se passa no município. Não sabe das decisões que são tomadas dia após dia. Estamos agora iniciando uma outra fase. Eu vivi lá atrás a crise econômica. Aquela crise sem procedentes. O Tribunal de Contas nunca ligou para um prefeito perguntando se está tudo bem, se o prefeito está precisando de ajuda. Nunca ligou e sequer ligará um dia”, disse.

Clayton também afirmou que no período em que esteve na Prefeitura, entre 2013 e 2016, houve um crescimento em torno de 120% de reprovação de contas no estado de São Paulo. “Valinhos não foi uma exceção, fez parte da crise nacional (…) Por incrível que pareça, as contas não foram reprovadas por não cumprir os preceitos constitucionais (…) O Tribunal errou”, prosseguiu.

Ao acatar o parecer do Tribunal de Contas e, consequentemente, rejeitar as contas de 2015, a decisão da Câmara de Vereadores acarreta ao ex-prefeito Clayton Machado a inelegibilidade por oito anos.

Votação

Votaram pela rejeição das contas os vereadores Alécio Cau (PDT), André Amaral (PSDB), César Rocha (Rede), Edson Secafim (Progressistas), Franklin (PSDB), Giba (MDB), Henrique Conti (PV), Israel Scupenaro (MDB), Kiko Beloni (PSB), Mayr (PV), Mônica Morandi (PDT), Roberson Costalonga “Salame” (MDB), Rodrigo Toloi (DEM) e Veiga (DEM).

Votaram pela aprovação os vereadores Mauro Penido (Cidadania ) e Aguiar.

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