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O ano de 2019 é de grandes celebrações para Valinhos. A Festa do Figo faz 70 anos e a Expogoiaba faz 25 anos. Mas não é só isso. Valinhos comemora também em 2019 os 65 anos da chegada das primeiras famílias japonesas ao município. Foram eles que introduziram o cultivo da goiaba na cidade, estimulando ainda mais a vocação da fruticultura local.

Os Hirayama e os Yonemura mudaram-se para o bairro Macuco em janeiro de 1954. Nos meses seguintes, juntaram-se a eles as famílias de Miyoshi Wada, Izumi Sassaki, Shigueo e Moryo Yamashita, Motoyuki Sugahara, Ryoiti Kawakami, Moinoru Tanaka, Uti Yamada e Nakamura. Vindos do Japão para trabalhar na agricultura, a pequena colônia dedicou-se ao cultivo do tomate.

Ainda em 1954, os japoneses criaram a Associação Cultural Nipo-Brasileira do Bairro do Macuco. Cinco anos depois, foi inaugurada, com prédio e terreno próprios, a sede social (kaikan) da Associação. As famílias estavam começando suas vidas no novo mundo, mas decidiram criar um espaço onde pudessem praticar esportes e ter um convívio social com outras famílias japonesas.

O primeiro presidente da Associação foi Shinkiti Hashimoto. Os demais fundadores eram Noboru Hiraiama, Katoci Yonemura, Motoyuki Sugahara, Izumi Sassaki, Yassutaro Kawakami e Miyoshi Wada. O Conselho Fiscal da primeira diretoria era composto por Yumao Nishiama, Shouki Hanaoka e Fumio Yamazaki.

A Associação tem como objetivos preservar a cultura, a culinária e a tradição japonesa, transmitindo esses conceitos às novas gerações. Para isso, promove as tradicionais noites do yakissoba, undokai (gincana), comemorações como dia das mães e dos pais, shinenkai (festa em comemoração do ano novo), prática de softbol e aula de japonês.

Uma das dificuldades dos japoneses pioneiros de Valinhos foi a distância até a escola mais próxima, a oito quilômetros do bairro. A Associação solicitou à Prefeitura de Valinhos a construção de uma escola no Macuco, em terreno doado por ela. A Escola Municipal de Educação Básica Tomoharu Kimbara foi inaugurada em meados de 1970 e atende cerca de 350 crianças.

Goiaba

Na agricultura, o tomate não se mostrou tão rentável devido ao desgaste da terra, o que forçou a colônia japonesa a diversificar a produção rural. A  família Kusakariba passou a plantar goiaba. As primeiras sementes vieram de Mogi das Cruzes. A fruta só teve valorização comercial na década de 1980, quando também chegou a Valinhos Yoshinobu Kusse, um dos maiores produtores de goiaba hoje na cidade.

O aperfeiçoamento no plantio e o aumento da produção de goiaba garantiu a Valinhos outro título importante da fruticultura. A cidade, que já era Capital do Figo Roxo, passou a ser também a maior produtora da goiaba de mesa do Brasil. Segundo o Departamento de Agricultura da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Valinhos, a expectativa para a safra de goiaba 2018/2019 é de 14 mil toneladas da fruta e R$ 60 milhões de faturamento.

A expressiva produção de goiaba em Valinhos e a importância do cultivo para a agricultura local levou o Município a criar a Expogiaba, evento que ocorre junto com a Festa do Figo. A fruta é uma das estrelas do evento, ao lado do figo roxo de Valinhos. A Festa do Figo acontece de 19 de janeiro a 3 de fevereiro, no Parque Municipal Monsenhor Bruno Nardini.

Imigração no Brasil

A imigração japonesa no Brasil tem como marco a chegada do navio Kasato Maru, em Santos, em 18 de junho de 1908, que partiu do porto de Kobe. A viagem durou 52 dias para os 781 primeiros imigrantes vinculados ao acordo imigratório estabelecido entre Brasil e Japão. O Brasil abriga hoje a maior comunidade de descendentes de japonês no exterior, cerca de 1,5 milhão de pessoas, de acordo com o Consulado Geral do Japão em São Paulo.

Fonte: PMV

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