O Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Valinhos programou dois eventos no mês de dezembro, nos dias 1º e 12,  dentro da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, importante estratégia de mobilização e sensibilização da sociedade para a problemática da violência contra as mulheres.

No dia 1º de dezembro serão distribuídos panfletos no Largo São Sebastião, no centro de Valinhos, no período da manhã, alertando e orientando sobre a campanha e sobre a violência contra a mulher. No dia 12, haverá palestra e reflexão sobre o feminicídio, às 19h, na Sala Ivan Fleury, na Prefeitura, com participação da delegada Teresinha de Carvalho. A palestra é aberta ao público.

A Campanha 16 Dias de Ativismo é mundial e sua ampliação nos estados e municípios brasileiros tornou-se evidente devido à diversidade de ações e eventos realizados em todo o território nacional, ao longo dos meses de novembro e dezembro. Há um grande número de segmentos envolvidos na divulgação da campanha.

Segundo pesquisa do Datafolha divulgada em 2017, 500 mulheres são fisicamente agredidas e 1,8 mil mulheres são verbalmente agredidas por hora no Brasil.

O período de 25 de novembro a 10 de dezembro foi escolhido como foco de ação da campanha por compreender quatro datas significativas na luta pela erradicação dessa violência e a garantia dos direitos humanos. No Brasil, a campanha começa mais cedo, dia 20 de novembro, para destacar a dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras, e tem cinco datas representativas.

Em 1991, 23 mulheres de diferentes países, reunidas pelo Centro de Liderança Global de Mulheres, lançaram a Campanha dos 16 Dias de Ativismo com o objetivo de promover o debate e denunciar as várias formas de violência contra as mulheres no mundo.

As participantes escolheram um período de significativas datas históricas, marcos de luta das mulheres, iniciando a abertura da Campanha no dia 25 de novembro, Dia Internacional de Não Violência Contra as Mulheres, e finalizando no dia 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos.

Desse modo, a campanha vincula a denúncia e a luta pela não violência contra as mulheres à defesa dos direitos humanos.

O objetivo é sensibilizar a sociedade sobre a violência de gênero como uma questão de direitos humanos e buscar mecanismos eficazes para eliminar a violência contra as mulheres.

Datas da Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres:

20 de novembro – Dia Nacional da Consciência Negra
Instituído em 1978, lembra o dia 20 de novembro de 1695, data do assassinato de Zumbi dos Palmares, ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade.

25 de novembro – Dia Internacional da Não Violência Contra as Mulheres
Homenagem às irmãs Mirabal, opositoras da ditadura de Rafael Leônidas Trujillo, na República Dominicana. Minerva, Pátria e Maria Tereza, conhecidas como “Las Mariposas”, foram brutalmente assassinadas no dia 25 de novembro de 1960.

1º de dezembro – Dia Mundial de Combate à Aids
Mobilização mundial para promover ações de combate à Aids. Estatísticas indicam crescimento significativo e preocupante de casos de mulheres contaminadas, inclusive no Brasil, fato que levou o Brasil a lançar o Plano de Enfrentamento da Feminização da Aids e outras DST.

6 de dezembro – Massacre de Mulheres de Montreal (Canadá)
Quatorze estudantes da Escola Politécnica de Montreal foram assassinadas, no dia 6 de dezembro de 1989. O massacre tornou-se símbolo da injustiça contra as mulheres e inspirou a criação da Campanha do Laço Branco, mobilização mundial de homens pelo fim da violência contra as mulheres. No Brasil, desde 2007, é o Dia Nacional de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos
No dia 10 de dezembro de 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos foi adotada pela Organização das Nações Unidas (ONU), que comemora 70 anos, como resposta à violência da Segunda Guerra Mundial. A data foi inserida na campanha para lembrar que violência contra as mulheres é uma violação dos direitos humanos.

Fonte:PMV

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