André Parodi, dirigente da Trio, em reunião na Prefeitura de Valinhos

A empresa está se mudando de Sorocaba onde emprega 250 funcionários

A fábrica de barra de cereais Trio, 100% nacional e uma das líderes do mercado no segmento, vai se instalar em Valinhos, às margens da Rodovia Anhanguera. A empresa está se mudando de Sorocaba, onde emprega atualmente 250 funcionários, e vai ocupar um imóvel de 7 mil metros quadrados de área construída, para onde serão transferidas as três plantas de fabricação. A primeira já será instalada em setembro e as outras duas até o fim deste ano.

Segundo um dos sócios da empresa, André Parodi, Valinhos foi escolhida para abrigar a companhia por ser uma cidade de destaque no interior do Estado, com bons índices de desenvolvimento, boa malha viária e localização privilegiada. “Ficamos encantados com a cidade e com o imóvel, que tem instalações muito boas”, afirmou.

Parodi explicou que a empresa opera em Sorocaba desde 2000, mas o prédio que ocupa está hoje em área urbana e terá outra destinação. De acordo com ele, a Trio está negociando a transferência de funcionários para a nova unidade. Mas ele acredita que boa parte da mão de obra terá de ser recrutada em Valinhos após a completa transição da companhia. O número ainda será definido.

Além dos empregos diretos, a empresa vai gerar empregos indiretos na cidade e na região, através de fornecedores de matéria-prima, frutas, castanhas, cereais, transporte, entre outros. A empresa fabrica barras de cereais, de castanhas e de proteínas, com uma ampla variedade de produtos.

O prefeito Orestes Previtale destacou a importância da instalação da empresa no município. “É uma grande empresa, com muitos postos de trablaho e que reforça a inovação e o pioneirismo das unidades que compõem nosso parque fabril. Um grande ganho para Valinhos, que continua se desenvolvendo a passos largos”, afirmou.

A Trio distribui seus produtos em todo o País, de Norte a Sul, e é líder do mercado concorrendo com empresas multinacionais. “Tem a maior quantidade de castanhas nas nossas barras entre os concorrentes”, afirmou Parodi. A empresa informa que desenvolve seus produtos a partir de pesquisas, com rígido controle de qualidade.

A empresa

Em 1995, a Trio começou a produzir em São Paulo, na Vila Olímpia, flocos de cereais como matéria-prima para barras, cereais matinais e outros itens fornecidos para as principais empresas de alimentos do País.

O ano de 1998 marcou o início da atuação da empresa com a marca Trio no segmento de barras de cereais, sendo pioneira no lançamento de barras com chocolate e a primeira a introduzir a linha de sobremesas.

Em 2000, a fábrica se mudou de São Paulo para Sorocaba, onde lançou, em 2004, sua primeira barra de proteína. Dez anos depois, a empresa lançou a linha de barras de castanhas Nut’s e  a Super Protein, com maior índice de proteína em sua composição, 43% por barra. Este ano a empresa se transfere para Valinhos.

Fonte: PMV

6 Comentários

  1. Uma empresa que mandou mas de 50 funcionários embora sem paga recisão e os direitos dos funcionários todos procuram a justiça pra recuperar seus direitos, empresa que não tem respeito com os funcionários, está saindo de Sorocaba e deixando muitas família sem emprego e sem seus direitos.

  2. Um grupo de 20 ex-funcionários da Trio Alimentos — que produz barras de cereais — fez um protesto ontem, por volta do meio-dia, em frente à sede da empresa. Os trabalhadores alegam que a Trio demitiu entre maio e julho aproximadamente 60 funcionários e ainda não fez o pagamento das garantias trabalhistas, como a rescisão salarial e o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). O protesto, feito com cartazes e panelaço, foi realizado no estacionamento da empresa, na rodovia João Leme dos Santos (SP-264), em Sorocaba. A via não foi fechada.
    Com um ano e oito meses de empresa, Rafaela Medeiros Rodrigues disse que foi dispensada no dia 5 de junho e até agora não recebeu a rescisão contratual nem o FGTS. Segundo ela, a empresa cita a crise econômica, em sua justificativa, pelo não pagamento dos funcionários. “Não acreditamos nisso, porque o terceiro turno está funcionando, com adicional noturno. Aqui tem bastante pai e mãe de família e que precisa do dinheiro.”
    Eliane Araújo atuou no setor de produção por seis anos e quatro meses e também alegou que não recebeu nada da empresa. Ela, que tem uma filha de dez meses, indicou que a Trio está com uma outra unidade quase pronta em Capela do Alto, na Região Metropolitana de Sorocaba (RMS). “Quem está em crise não vai construir, não é verdade? Só não estou passando necessidade ainda porque estou me afundando no cartão de crédito.”
    Outra funcionária, Juciely Sheminiski, que trabalhou por um ano e quatro meses na empresa, afirmou que já recebeu parte dos benefícios trabalhistas, mas falta a última parcela. “Parcelei em diversas vezes, só assim mesmo para pagarem.”
    A reportagem fez contato com a assessoria de imprensa da empresa, sobre o posicionamento quanto à reivindicação dos funcionários demitidos, mas até ontem à noite não respondeu.

  3. Poderiam retomar essa reportagem e ver quantos mais ficaram sem receber…visto que participei dessa reportagem em 2018 e até agora não recebi nenhum 1 centavo…quantos mais eles já devem estar sem receber?

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