Assembleia dos acampados decide pela permanência da ocupação

Após a publicação da sentença da juíza Bianca Vasconcelos Coatti, da 1ª Vara do Foro de Valinhos, que acatou o pedido de reintegração de posse em ação movida pela Fazenda Eldorado Empreendimentos Imobiliários Ltda., os acampados da Ocupação Marielle Vive decidiram, em assembleia realizada na manhã desta teça-feira, 13, pela manutenção do acampamento.

A juíza determinou o despejo das cerca de mil famílias que estão no local desde abril de 2018, dando um prazo de 15 dias para a saída voluntária por parte dos ocupantes.

Em nota pública, o MST  afirma que “A Fazenda Eldorado estava abandonada e improdutiva, em total desrespeito à Constituição brasileira, quando foi ocupada pelo MST. Os poderosos querem destiná-la para a especulação imobiliária e projetam a construção de um condomínio de luxo no local, o que seria um desastre ambiental gravíssimo para a Serra dos Cocais e as várias fontes de água que existem na região”.

Recurso ao Tribunal de Justiça

Os advogados do MST alegam que, apesar de ainda não terem sido intimados da sentença, já prepararam medidas judiciais para recorrer junto ao Tribunal de Justiça pela série de equívocos, inconsistências e até ilegalidades contidos na decisão da juíza.

O Tribunal de Justiça de SP já havia suspendido há cerca de 1 ano, a liminar de reintegração de posse da justiça de Valinhos, por entender que não houve comprovação da posse por parte dos supostos proprietários.

 

1 Comentário

  1. Isto nos mostra que os nosso juizado está conduzindo, dá maneira que li convém! Atropelando os direitos reservados aos mais desfavorecidos! Apenas atendendo aos interesses dá queles q querendo apenas se dá bem! Isto é uma vergonha!, Elá não honra a justiça e nem respeitar as famílias sem terra e sem moradia!.

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