Tem gente que acredita com toda convicção e, o que é pior, do fundo do coração, que Valinhos é uma ilha paradisíaca, cercada de Brasil por todos os lados.

Neste momento, em que os números da pandemia da Covid-19 se avolumam a cada dia, este pensamento revela uma das afirmações mais toscas entre os comentários nas redes sociais, quando se tenta minimizar os casos da doença por aqui: “é, mas quantos são de fora de Valinhos?”.

Embevecido na sua rude genialidade, o autor da grosseria vais mais longe e questiona: “por que é que esses doentes não são atendidos nos hospitais da sua cidade?”.

Justiça seja feita, não se deve generalizar, felizmente, sempre há os que não embarcam nesta sórdida xenofobia provinciana e a rebatem lembrando os imigrantes que constroem a história da nossa cidade com muito trabalho.

Quantos italianos, japoneses, espanhóis, paranaenses, mineiros, nordestinos e tantos outros escolheram viver entre os valinhos, cujas subidas e descidas ressaltam, além da teimosia dos ciclistas, a perseverança dos agricultores, estes bravos plantadores de frutas que resistem à volúpia dos loteamentos.

É bem provável que os desavisados moradores da “ilha” desconhecem também, que o Sistema Único de Saúde (SUS), um dos maiores e mais complexos sistemas de saúde pública do mundo, garante acesso integral, universal e gratuito para todos, brasileiros ou estrangeiros, em qualquer localidade.

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5 Comentários

  1. Na verdade tem muitas pessoas que desconhecem que o SUS é universal e qualquer pessoa pode e deve ser atendida em qualquer unidade de qualquer município do Brasil. A esses devemos perdoar, esclarecer e informar.
    Agora aos que sabem disso tudo e ficam vociferando bobagens devemos manifestar desejos que um dia alcancem um estágio humano de solidariedade e humanismo. Que no momento estao muito distantes.

  2. Nunca entendi a divisão de castas na cidade. Muitos pensam assim, o que me choca. Não importa onde a pessoa busca se tratar. A triste estatística de mortos não observa limites de município ou fronteiras.

  3. Parabens Pe de Figo.Deu com os dois pes, com ferradura afiada no peito dos toscos , encastelados em suas ” illhas,” dirigindo suas “viaturas” pelos vales ,cujos ancestrais vieram com a roupa do corpo.Vieram e deram voz e esses TOSCOS e” donos dos velhinhos.” Nao se pode esquecer da grande presença dos negros que aqui vieram de baixo de lacos e chicotes
    Um sonoro VAI PRA LAPA, tosco Valinhense

  4. O mais triste é concluir que alguns valinhenses estão, cada vez mais, chafurdados na ignorância e na ilusão de pertencerem a classe dos abastados.

  5. A questão é que essa questão não é apenas com fins descriminatorios , fato é que existe uma incapacidade de atendimento nas cidades vizinhas , com isso Valinhos vira uma válvula de escape pra atendimento . Porém esses fatos são ignorados , simplesmente coloca-se um número de casos diagnosticados Valinhos sem ressaltar os * desses números. Só argumentando o alto número do contágio na cidade , na minha opinião de forma desleal. Claro q o atendimento pelo sus é de forma geral sem divisão de fronteiras , mas seria justo esclarecer tais fatos.

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