Repercutiram nas redes sociais as imagens em vídeos e fotos do vereador Edson Secafim, de roçadeira em punho, realizando o corte do mato em alguns bairros da cidade na última semana.

Elogiada por alguns e criticada por outros, a atitude do edil tem o mérito de ser uma postura diferenciada no quadro de mesmice da atuação da maioria dos representantes do povo no Poder Legislativo valinhense.

Os que o aplaudem destacam que trata-se de um exemplo a ser seguido, não apenas pelos seus colegas de parlamento, mas também pelas centenas de ocupantes de cargos comissionados na Prefeitura e na Casa de Leis.

Já os que o condenam, afirmam que não passa de uma ação de marketing pessoal, friamente calculada, com cinegrafista de prontidão para gravar a cena inusitada e espalhar o feito na internet.

Edson Secafim amargou a suplência de vereador nas eleições de 2008 e 2012, e com persistência e, sobretudo, presença nas ruas,  elegeu-se como o vereador mais votado, com 1.799 votos, em 2016.

Embalado, não nega nos bastidores que já se prepara para voos mais ambiciosos no pleito de 2020, que está logo ali, no ano que vem.

Por isso, para que o seu exemplo seja completo e não pela metade, cabe, em nome do interesse público, que o vereador das roçadeiras responda a algumas perguntas:

Procedem os rumores de que o seu apoio à eleição da vereadora Dalva Berto para presidente da Câmara, se deu em troca da indicação de cargos nos altos escalões do legislativo?

Qual a posição do vereador sobre a discussão da revisão do Plano Diretor que coloca, de um lado, os interesses dos empreendedores imobiliários e, de outro,  as questões de preservação da Serra dos Cocais, contenção da expansão urbana, preocupação com o  abastecimento de água e controle das enchentes?

Considera o vereador ser adequado que a atual estrutura e produtividade da Câmara consumam cerca de R$ 20 milhões por ano do apertado orçamento municipal?

O que fazer diante do abandono dos princípios da participação da sociedade na gestão pública, através dos conselhos municipais, relegados ao esquecimento ou apenas funcionando para atender meras formalidades, como é o caso do Conselho Municipal de Cultura, por exemplo?

Diante da colossal dívida de R$ 500 milhões da Prefeitura, podemos esperar dos agentes públicos ações efetivas de, pelo menos, planejar uma solução?

Considera que a sua função fiscalizadora foi cumprida no episódio do escândalo do Concurso do Valiprev, que ficou por isso mesmo, sem apurar responsabilidades?

Ou será tudo “só coisa boa”, como diria o próprio vereador?

 

 

 

 

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