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“Meu nome é Letícia Cristina Ubiali. Eu larguei tudo para ser professora de Yoga. Me formei bacharel em direito, fiz estágio no Tribunal e até tentei advogar, mas não me identifiquei. Na verdade, logo no primeiro ano de faculdade eu entendi que o Direito se faz necessário quando as relações humanas vão à falência… E eu não queria remediar. Eu queria prevenir! Então, para mim, o único jeito de ajudar o mundo, as pessoas e a mim mesma, seria no combate do mal e do sofrimento pela raiz. Mas como? O que eu poderia fazer exatamente? Eu nem sabia o que era Yoga naquele tempo… Não tinha a consciência de que todo sofrimento e dor de iniciam em nossa própria mente.

Apesar de não conhecer o nome, desde cedo eu gostava de movimentar meu corpo com alongamentos diferentes e exercícios que envolviam equilíbrio. E eu me imaginava ajudando as pessoas a se acalmarem e mudarem suas vidas através desses movimentos, porque era assim que eu me sentia bem, me transformava e encontrava um eixo sempre que algo difícil acontecia.

De fato, eu estava entrando em contato com minha essência, me conhecendo e me curando quando criava esses momentos de interiorização e conexão, usando o corpo, a mente e a respiração. Foram meus primeiros passos nesse caminho de auto conhecimento.

Só que a sociedade nos cobra ter uma profissão e ganhar dinheiro, então eu segui no Direito e junto com a faculdade, eu já trabalhava em escolas de idiomas, onde desenvolvi minhas habilidades como professora. Eu gostava bastante de ensinar! Mas algo ainda me inquietava.

E a vida me apresentou formalmente à Yoga quando me machuquei toda fazendo musculação pesada e spinning. Então, por sorte, me sentei diante de um bom médico de medicina Antroposófica e ele me sacou… percebeu que minha mente não parava, minhas emoções eram turbilhões e meu corpo uma bela válvula de escape… “Você precisa fazer Yoga, menina” – ele disse. E essa frase encaixou com perfeição naquele vazio que me inquietava… fez todo sentido para eu equilibrar meu fogo interno praticando Yoga. Assim eu cheguei para as aulas… toda estrupiada! Hahaha!

Logo comecei a devorar os livros de Yoga e em 3 meses de aula eu estava ajudando minhas professoras com substituições quando precisavam. Nesta fase eu já havia deixado o Direito, mas continuava dando minhas aulas de Inglês. Quando fui promovida para a área administrativa, não tinha mais tempo para a prática e foi quando meu corpo gritou mais alto ainda: “Para! Escritório não é para você! Vou te fazer visitar os médicos outra vez!”

Na marra, descobri que meu lugar não é dentro de uma sala, sentada e fechada, longe do Sol. Meu coração está na Natureza e no movimento. É assim que eu me encontro comigo mesma e com Deus. É assim que sou feliz!”

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