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“Meu nome é Marcos de Freitas da Silva, tenho 39 anos, acabei de fazer. Dia 1º de agosto eu fiz 17 anos de guarda. Entrei na corporação quando eu tinha 21 anos. Eu era agricultor, eu sempre trabalhei na roça, sempre tive uma vida muito difícil, trabalhei na roça no Estado do Paraná com café e, aqui em Valinhos, trabalhei com goiaba. Ai eu via as viaturas passando na minha época, sempre gostei da guarda, e certo dia eu falei “ah, eu quero começar”. Foi quando em 2000, no comecinho do ano, saiu um concurso, eu prestei e graças a Deus passei, e ‘tô’ até hoje. Foi a melhor coisa da minha vida.

Mas é diferente, cara, o trabalho é outro quando você vê de dentro. Você começa a trabalhar ajudando as pessoas, entendeu, você se sente útil! O melhor da profissão é você ajudar, você poder fazer alguma coisa por aquelas pessoas honestas, sabe? Aquele cara que levanta 5h da manhã pra trabalhar, um cara que respeita, é gratificante você fazer algo pra essas pessoas. É pra isso que eu trabalho, eu quero proteger o cara honesto, o cidadão que respeita as leis, que se respeita. É pra essas pessoas que a gente trabalha, e aqui a gente tem essa oportunidade de ajudar essas pessoas, socorrer alguém que ‘tá’ em risco, levar pro hospital.

Teve, por exemplo, um caso de um parto que começou dentro da viatura e terminou na Santa Casa. A gente foi pra apoiar a ambulância num bairro rural, estrada ruim, e a gente foi chamado pra apoiar. Chegou lá era num sítio e deparamos com a mulher já passando mal, com muitas dores, já praticamente em trabalho de parto, e a ambulância não conseguia sair rápido, entendeu? Aí eu inventei com o meu parceiro de colocar na minha viatura, que era mais rápido. Aí quando chegou na Vila Santana ela começou a entrar em trabalho de parto, longe do hospital !! Aí meu parceiro, não me recordo quem foi na época, ele manteve a calma, manteve a moça com calma e a gente foi chegando na Santa Casa, as enfermeiras já vieram e já acabaram de fazer o parto ali mesmo. Nasceu um molecão cheio de saúde e esse foi um dos tantos casos que ficou marcado.

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Ser guarda é isso. É você ser um dos mais guerreiros dos polícias, a gente enfrentou muito preconceito, eu me sinto hoje feliz e realizado porquê eu ajudei a fazer essa história, a gente ouvia esse tipo de coisa mas a gente não abaixava a cabeça, isso dava mais vontade de vencer, de colocar a Guarda no patamar que ela está, e essas pessoas que tinham preconceito são as pessoas que mais precisam da gente hoje. Assim é a vida, hoje tem muita gente que torcia e agradece por ajudar. Em 2014, dia 8 de agosto, a presidente Dilma sancionou a Lei 13022, né? Que é a lei que ampliou as nossas funções, os poderes da GCM em todo Brasil, aí acabou a discussão. Claro, ainda tem um ou outro desinformado ainda, ignorante tem em todo lugar, que ainda fala, mas ele mesmo não sabe nem o que ele ‘tá’ falando. Mas graças a Deus, isso veio pra fazer justiça, a gente já fazia tudo isso, então hoje graças a Deus com as condições que não são muitas, falta estrutura, mas a gente faz o que pode.”

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