“Eu já sou uma pessoa de 72 anos, completei agora em fevereiro. Meu nome é Dilma. Olha, quando cheguei aqui eu nunca vi tanta sujeira, tanto desprezo nessas casas. Tudo quebrado, não existe vidro, uma porta. Tudo acabado mesmo, as paredes furadas, acabadas, sabe? Muito lixo.  Não tinha uma cabeça de gado, uma galinha, uma horta. Não tinha nada! Ai o povo quer falar que tinha gado aqui? Só se dormia dentro das casas!

Agora, olho pros meus 72 anos e fico pensando, sabe? Porque eu me conservei muito, quando eu casei eu vivia muito bem. Eu casei com um homem que era bêbado mas não me entreguei pra bebida e tive 7 crianças e criei todos os 7. Ia pra roça com a criança na barriga, e do mesmo jeito eu faço, tudo isso aqui foi eu que fiz, essa cerca, olha aí. Depois eu vou plantar e ainda vou trazer uma galinha. Acho que o que me da força e vontade de viver, essa não pode perder, não é?”

1 Comentário

  1. Sou valinhense tenho 37 anos e nunca consegui comprar um terreno em minha cidade. Meu pai trabalhou muito e sofreu muito para comprar honestamente o seu terreno aqui na nossa cidade. Essas pessoas vem de fora invadem propriedade alheia que não lhes pertencem por direito algum e ainda ganham matéria no site do pé de figo! Increditável! Lutamos a vida toda para ter um único terreno em nossa cidade para morar em segurança e não conseguimos! Essas pessoas vem de fora invadem um afazenda inteira que nunca será sua legitimidade e são bem vindas por alguns. Uma verdadeira favela! A rodovia esta cheia de lixo e sacolas que eles poluem. Fui até ameaçado quando fui fazer um retorno em frente deste lugar sem lei.É um absurdo Valinhos deixar isto progredir!

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