Representantes dos servidores exercem direito de resposta na Rádio Valinhos

No próprio plenário do legislativo, os servidores declararam que se o prefeito não iniciar a negociação a categoria pode entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (10).

Os servidores municipais seguem na sua jornada de mobilização contra o corte salarial determinado pela justiça que considerou inconstitucional o adicional de estímulo pago aos funcionários da Prefeitura de Valinhos desde 1992, o que lhes causa um prejuízo de 10 a 20%.

A sessão da Câmara Municipal de Valinhos desta terça-feira (4) recebeu em grande número de manifestantes o que acabou resultando na promessa por parte dos vereadores de não ser colocada em votação a proposta do Prefeito Orestes Previtale (PSB) que cria o auxílio alimentação com o objetivo, segundo o executivo, de compensar as perdas salariais dos funcionários municipais.

No próprio plenário do legislativo, os servidores declararam que se o prefeito não iniciar a negociação a categoria pode entrar em greve a partir da próxima segunda-feira (10).

Direito de resposta na Rádio Valinhos

Os integrantes da comissão de representantes dos servidores, Caio Fernandes e Marli Pereira da Silva, estiveram na manhã desta quarta-feira (4) no Jornal Bom Dia, da Rádio Valinhos, programa comandado por Fernando D’Ávila, que é servidor aposentado da Prefeitura de Valinhos, para exercerem o direito de resposta e rebaterem as afirmações do Prefeito Orestes em entrevista no mesmo órgão de imprensa local.

Segundo Caio Fernandes, que representa também a APEOESP, entidade dos professores do Estado de São Paulo, “está em curso um processo de terceirização generalizada que atinge diretamente as atividades dos serviços públicos”. Ainda de acordo com o professor, “não somos contra o vale refeição, apenas não podemos admitir que seja utilizado neste momento como formo de reparar uma perda e não de acrescentar este benefício.”

“O nosso movimento não tem objetivo de pedir aumento, mas tão somente impedir este absurdo de impor uma perda significativa nos salários dos servidores e aposentados da prefeitura” (Professor Caio Fernandes)

Não há transparência, tampouco participação dos trabalhadores nas decisões, afirma a funcionária Marli. Segundo ela “a administração usa um palavreado e argumentos, sempre invocando a Lei de Responsabilidade, em que fica clara a incongruência de números e informações”.

 

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