Em meio às lembranças da morte de Ayrton Senna, ocorrida neste mesmo feriado há 25 anos, e envolto pela tristeza do adeus à guerreira Beth Carvalho,  este Dia do Trabalhador deveria ser um momento em que a mesa de bar, o churrasco com a família, a partida de futebol, enfim todos os brasileiros a ligar o desconfiômetro sobre a propalada Reforma da Previdência.

Uma proposta em que os deputados são comprados com R$ 40 milhões cada um para aprová-la e os seus números e dados são ocultos por uma ordem do governo, já seria motivo bastante para esse povo brasileiro ir para as ruas e gritar em alto e bom tom: tudo bem é preciso reforma, mas que reforma, quem vai ganhar e quem vai perder?

As entidades sindicais e de movimentos populares fazem sua parte e, unidas, realizam manifestações por todo o país a fim de alertarem que algo está errado na forma como a medida está sendo conduzida e a ausência de discussão aberta com a sociedade e, sobretudo, quem vai pagar a conta das mudanças e sinalizam para uma greve geral em breve.

Por outro lado, uma parcela significativa da população segue desorientada, conduzida por informações distorcidas ou pela falta de entendimento sobre o que está em jogo, meio que hipnotizada e perplexa sobre o festival de maluquices dos personagens mais bizarros do novo governo.

Uma confusão premeditada para nos fazer acreditar que o rombo da previdência quebra o Brasil e que é preciso aceitar a crueldade de reduzir os benefícios dos mais pobres e idosos, homens e mulheres trabalhadores, enquanto nada se fala dos R$ 400 bilhões que empresas sonegaram do INSS.

Na verdade um conjunto de maldades e crueldades que vai atingir a todos, inclusive os que já estão aposentados pois aponta para a contenção de reajustes e tantas outras armadilhas embutidas na lei que podem cancelar o fornecimento de medicamentos gratuitos, por exemplo.

Um feriado de perplexidade. Este é o clima do 1º de Maio de 2019 no Brasil.

 

 

 

 

 

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