Enfim uma pausa para registrar a minha paisagem preferida de Valinhos.

 

 

Aniversário é uma oportunidade para comemorar com quem amamos, agradecer aos que admiramos e refletir sobre a caminhada que fizemos para chegar até aqui.

Neste 28 de maio, Valinhos completa 123 anos de elevação à categoria de Distrito de Paz e, claro, temos muito o que comemorar no aniversário da nossa cidade.

Comemorar ao som de Adoniran Barbosa, com a ousadia de Flávio de Carvalho, a musicalidade de Vicente Musselli e do Samba da Tia Rê e os tantos talentos, quase anônimos, que desenham, pintam, esculpem, tocam e cantam o jeito de ser valinhense, Pé de Figo Sim Senhor.

Agradecer aos guardiões das nossas riquezas naturais, históricas e culturais, obstinados guerreiros armados com suas entidades chamadas Ocupe-Arte, Clube de Mães, Asserutil,  Associação de Preservação Histórica, Mobiliza Plano Diretor, Orquestra Filarmônica, o Atlético Valinhense, County Club Valinhos, Castelo e o Pinheirão, os plantadores de figo e goiaba, os trabalhadores da cidade e tantos outros, quase ocultos nas vilas e bairros entre os morros, vales e valinhos.

No entanto,  depois das festas, cantorias, discursos, presentes e ecumênicas orações, martela aquela necessidade de refletir sobre os passos que fizemos até aqui e o cuidado, ou não, com que construímos o nosso futuro.

Embalados na molecagem do tempo que passa, não há como deixar de amargar a falta de juízo dos seiscentos milhões da dívida da Prefeitura, a ausência de planejamento urbano e o faminto avanço sobre a área rural.

Como não se preocupar com o irresponsável desleixo com que tratamos a água da Serra dos Cocais, ao abrir as porteiras para os tratores, serras elétricas e condomínios?

Como não lembrar das Gessys, Clarks e Rigesas e todas as que se foram ou estão por ir, deixando o triste rastro do carimbo de cidade dormitório?

De qualquer modo, feliz aniversário Valinhos.

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