Foto: Fabio Henrique Cain

Construtora assume responsabilidade. Dalben afirma ser apenas locatário. Defesa Civil afasta risco a imóveis vizinhos. Moradores vão ao Ministério Público.

As obras de remoção de terra e elevação de talude de contenção no terreno onde está sendo construído o imóvel que abrigará a nova loja da rede de supermercados Dalben, na Avenida Invernada, em Valinhos, são motivo de preocupação da vizinhança e discussão nas redes sociais

Um dos vizinhos da obra fez uma publicação no Grupo Pé de Figo reclamando da suposta falta de fiscalização por parte da Prefeitura, ilustrando com fotos de rachaduras na sua casa.

Supermercado alega ser locatário do prédio que está sendo construído

O Pé de Figo foi procurado pela assessoria de imprensa da rede de supermercados Dalben a fim de manifestar a sua posição a respeito da situação, ressaltando que a empresa não é proprietária do imóvel e sim “locatária do prédio que está sendo construído”.

A rede de supermercados salienta que acompanha com atenção os desdobramentos da situação uma vez que “tem como objetivo desenvolver bom relacionamento com a comunidade valinhense, principalmente, gerando empregos e oportunidades”.

Nota de Esclarecimento da Construtora

Em suma, a Construtora Construforte assume integral responsabilidade pelos eventuais danos causados aos proprietários da vizinhança, destacando, no entanto, que “para que as obras de reparo sejam feitas era necessário que as obras de contenção do solo fossem concluídas” e “que em momento algum a segurança da estabilidade das casas vizinhas esteve ou está ameaçada”.

Defesa Civil de Valinhos autoriza desinterdição das casas vizinhas

A assessoria de imprensa da rede de supermercados enviou, ainda, ao Pé de Figo, um Termo de Desinterdição, emitido em agosto de 2019, pela Coordenadoria de Proteção e Defesa Civil de Valinhos, o qual libera os quatro imóveis vizinhos inicialmente interditados.

Assinado pelo Secretário de Segurança Pública e Cidadania, Carlos Roberto Prestes; pelo Superintendente da SSPC, Israel Ladismir Andreoli e pelo Diretor do Departamento de Defesa Civil, José Edilson Lourenço, o documento atesta que a documentação apresentada pela construtora revela que as obras não apresentam “qualquer risco a segurança dos moradores e que fica demonstrado de forma cabal não haver motivos técnicos ou factuais para manter a interdição dos imóveis”.

Ministério Público

No meio da tarde desta quinta-feira (9), novas postagens feitas por moradores no Grupo Pé de Figo dão conta de que, acompanhados por vereadores, ingressaram com pedido junto ao Ministério Público para que o mesmo tome conhecimento da situação.

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