O projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo à Câmara, solicitando autorização dos vereadores para que o município obtenha um empréstimo de até R$ 5 milhões junto ao Banco do Brasil, deverá passar por segunda discussão do plenário em data ainda não definida. A proposta teve oito votos contrários na primeira votação.

De acordo com o Poder Executivo, os recursos serão destinados ao financiamento de projetos de quatro áreas da Administração: infraestrutura viária, mobilidade urbana, modernização da gestão e segurança pública. Está prevista, por exemplo, a aquisição de equipamentos de informática, máquinas e caminhões, veículos para fiscalização e manutenção da mobilidade urbana e viaturas para a Guarda Municipal.

O projeto foi discutido durante um longo período da última sessão ordinária, realizada nesta terça-feira. Vereadores contrários à proposta não concordam com o aumento da dívida que, segundo eles, o projeto resultará para a cidade. Por outro lado, vereadores favoráveis afirmam que os recursos serão destinados para atender às demandas da população e melhorar os serviços públicos.

O vereador Henrique Conti (PV) foi um dos que se posicionaram contra o empréstimo. “Será que não era possível conseguir dinheiro a fundo perdido? (…) Não podemos endividar mais a cidade. Vamos atolar em dívidas e a cidade ficará ingovernável”, afirmou.

Já o vereador Israel Scupenaro (MDB) defendeu o projeto. “Se a Administração está pagando todas as dívidas contraídas em ordem, ela também vai pagar o empréstimo que fizer em ordem. E não é empréstimo para pagar dívida, é para investimento”, discursou.

Confira abaixo o placar de votação do projeto:

A FAVOR: André Amaral (PSDB), Roberson Costalonga “Salame” (MDB), Israel Scupenaro (MDB), César Rocha (Rede), Mayr (PV), Aguiar (PSDB) e Veiga (DEM).

CONTRA: Alécio Cau (PDT), Henrique Conti (PV), Mônica Morandi (PDT), Giba (MDB), Edson Secafim (Progressistas), Franklin (PSDB), Mauro Penido (PPS) e Kiko Beloni (PSB).

A presidente da Câmara, vereadora Dalva Berto (MDB), vota apenas em caso de empate. Já o vereador Rodrigo Toloi (DEM) justificou a ausência na sessão.

Fonte: CMV

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