Comparecimento às urnas é reconhecido automaticamente pelo INSS e pode dispensar aposentados, pensionistas e outros beneficiários de procedimentos adicionais para comprovar que estão vivos
Além de exercer o direito ao voto, milhões de aposentados, pensionistas e beneficiários do INSS terão mais uma razão prática para comparecer às urnas nas eleições deste ano: a votação também vale como Prova de Vida.
O comparecimento eleitoral integra as informações utilizadas pelo INSS para confirmar automaticamente que o beneficiário está vivo e, assim, manter regularizado o pagamento de aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. Segundo o Instituto, cerca de 40 milhões de benefícios ativos estão atualmente sujeitos ao procedimento anual de verificação.
Na prática, quem comparecer para votar terá essa informação encaminhada ao sistema utilizado pelo INSS. O cruzamento dos dados permite que a votação seja computada como comprovação de vida, sem que o beneficiário precise se deslocar exclusivamente para realizar o procedimento.
A mudança faz parte do novo modelo de Prova de Vida adotado nos últimos anos. Em vez de obrigar aposentados e pensionistas a comprovar presencialmente que estão vivos, o próprio poder público passou a buscar registros existentes em diferentes bases de dados.
Entre as informações que podem ser utilizadas estão, além da votação nas eleições, acessos identificados ao Meu INSS, atualização do Cadastro Único, empréstimos consignados realizados com reconhecimento biométrico e recebimento do benefício também com biometria.
E quem não votar?
Aqui está um ponto importante: não comparecer às urnas não significa perder o benefício ou ficar automaticamente sem a Prova de Vida.
Nesses casos, o INSS continua procurando outros registros oficiais capazes de comprovar que o beneficiário está vivo. Somente quando o sistema não encontra informações suficientes é que o cidadão pode ser comunicado sobre a necessidade de regularizar sua situação.
O próprio beneficiário pode consultar sua situação pelo Meu INSS, no serviço “Prova de Vida”, ou pela Central 135.
Em 2024, votar ajudou a comprar a vida de 5 milhões
O tamanho do impacto do cruzamento com os dados eleitorais já pôde ser observado nas eleições de 2024.
Segundo o INSS, a base de dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou eventos eleitorais relativos a 20.957.288 beneficiários naquele ano. A partir dessas informações, aproximadamente 5 milhões de Provas de Vida foram atualizadas.
Para aposentados e pensionistas, especialmente aqueles com dificuldades de locomoção, a utilização de informações que já estão nas bases públicas elimina deslocamentos desnecessários e simplifica uma obrigação que, durante muitos anos, foi sinônimo de filas e idas a bancos e postos de atendimento.
Em 2026, portanto, o registro da presença do eleitor na urna também poderá servir para manter em dia sua Prova de Vida no INSS.
